O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 10/06/2018
No período de formação das cidades-estado gregas e romanas, os relacionamentos entre adultos e crianças eram muito naturais. Porém, tal comportamento, na atualidade, é doentio e considerado crime. Assim, deve-se analisar como a omissão do Estado e a falta de diálogo afetam à pedofilia neste país.
Indubitavelmente, a omissão do Estado é a principal responsável pela manutenção da pedofilia. Isso porque, embora o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) garanta direito a uma infância de qualidade e sem traumas, o Estado impede a efetivação de muitas conquistas que constam nessa legislação. Muitos artigos reconhecem o direito ao lazer, educação e vida saudável, porém, essa não é uma realidade no Brasil, pois os interesses socioeconômicos de alguns setores se sobrepõem à fiscalização das leis. Não é à toa, então, que o número de crianças que sofrem abusos só cresce.
Atrelado ao Estado, nota-se que a falta de diálogo prejudica a resolução problema. Isso decorre do século XIX, quando a sociedade recém-industrializada começou a passar mais tempo nas fábricas trabalhando, a sociedade então, por tender a incorporar costumes de época, conforme defendeu o sociólogo Pierre Bordieu, naturalizou esse pensamento e passou a trabalhar cada vez mais para receberem gratificações e a família começa a ficar de lado. Analogamente, a falta de conversas persiste e as crianças acabam não tendo abertura ou informações provindas dos pais. Ademais, acabam sofrendo com os abusos e guardando para si.
Diante dos fatos supracitados, nota-se que o problema é afetado pelo Estado e pela sociedade. O Governo Federal, portanto, por meio do Ministério da Justiça, deve atuar na criação de campanhas contra à pedofilia, por meio de divulgações nas redes midiáticas, com palestras nas comunidades e praças feitas por psicólogos e defensores públicos, a fim de diminuir a potencialização dos abusos às crianças. Dessa maneira, os artigos do ECA, serão de uma vez por todas, respeitados.