O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 10/06/2018
A pedofilia é considerada uma doença, na qual um adulto sente-se sexualmente atraído por uma criança e passa a ter certa fixação pela mesma; tal tema é abordado em Lolita, um livro de Vladimir Nabokov, que conta a história de Humbert, um professor que sentia-se apaixonado por lolita, uma criança de 12 anos (filha de sua companheira). Na polêmica obra o abusador apresenta obsessão e acaba distorcendo os fatos, acreditando que a garota esteja lhe estimulando a cometer tais feitos.
Cogita-se que a maioria dos abusos infantis ocorram em âmbito familiar e com pessoas que passam confiança a criança, como os pais, cônjuge dos pais, tios, avós, irmãos e amigos da família. Os abusadores normalmente são pessoas simpáticas, casadas e solitárias que a priori não levantam suspeitas a comunidade. Hoje em dia há muitos ataques na internet, por meio de redes sociais, onde o individuo mal intencionado adquire a identidade de crianças e adolescentes, ganha credibilidade com o menor de idade e marca um encontro ou então pede-lhes fotos sem roupas, as quais são usadas para chantagear a vítima caso estas resolvam contar a alguém.
Assim sendo, a criança tente a não dizer nada por conta, das ameaças sofridas, da pouca idade - não sabendo se expressar corretamente -, por sentir-se culpada e envergonhada ou por achar tal ato normal. Portanto, mudanças bruscas no comportamento, como, dificuldade de contato com pessoas do mesmo sexo do abusador, conduta regressiva - chupar o dedo e fazer xixi na cama - raiva, depressão e isolamento são características perceptíveis em crianças abusadas, há também sinais físicos, como, hematomas na pele e na região genital que devem ser observadas pelos responsáveis.
Em virtude dos fatos mencionados, no combate a tais atos hediondos, cabe aos pais verificar as páginas e sites acessados pelos filhos, ter dialogo com as crianças e saber alerta-las, notar qualquer tipo de atitude nova e estranha que a mesma não possua, e caso constatado o abuso procurar ajuda médica, psicológica e obviamente a polícia. É necessário levar o assunto a salas de aula, a postos de saúde e hospitais, a TV, e internet, como exemplo da cartilha “Navegar com Segurança” criada pelo Ministério Público de Minas Gerais que ajuda a orientar os pais para a proteção dos filhos da pedofilia e da pornografia infantil que ronda as redes da web. Dado o exposto, quanto mais informação for divulgada, mais crianças serão salvas e mais abusadores serão punidos.