O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 28/06/2018
Para o escritor Gilberto Freyre, o ornamento da vida está na forma como o país trata suas crianças. De fato, hoje, no Brasil, mesmo com programas de combate e denúncia à pedofilia, há, ainda, um número crescente de casos registrados que, em suma, são praticados pela própria família da vítima, bem como , também, uma das consequências da pornografia infantil.
A priori, é válido salientar que o “Pacto do silêncio” cala a voz da criança violentada. De acordo com dados do SINAN (Sistema Nacional de Agravos de Notificação), 70% das denúncias registradas, os agressores são familiares ou próximos da criança e, estima-se que 10% das vítimas não denunciam. Isso se deve pois a insegurança e a vulnerabilidade causados pela violência gera, no jovem , o medo e crença de que ele não possui voz na sociedade para delatar o crime, além de que, não raro, o pedófilo faz parte do seu círculo de confiança e, assim, há facilidade em persuadi-la a não falar sobre isso.
Sob outro ângulo, após a conquista do meio técnico científico-informacional, houve a intensificação da erotização do corpo de menores de idade. Assim como Einstein expôs que a tecnologia ultrapassou a humanidade, a mídia, em seus programas -que deveriam exibir conteúdos de entretenimento ou informativos, acabam mostrando em suas propagandas meninas de dez anos sensualizando para as câmeras, causando nos telespectadores a quebra da ideia de criança ligada a pureza. Com isso, não raro, há o estímulo de sentimentos como o desejo sexual por esses indivíduos, corroborando para o aumento da pedofilia.
Destarte, é mister que haja a aplicação de uma força para combater, de maneira eficiente, a pedofilia. Para isso, é recomendável que o Conar (Conselho de Autorregulamentação Publicitária) crie uma nova regulamentação, censurando os programas que erotizam a criança, aplicando multas àquelas que desrespeite, a fim de liquefazer a sensualização do corpo da criança e, assim, diminuir o desejo sexual por elas. Somado a isso, é função das escolas, em conjunto com ONGs, promover palestras que incentivem a denúncia da pedofilia, além de mostrar, também, os perigos abrangentes gerados pela ausência de denúncia- como a continuidade da agressão e a liberdade do agressor, para que, um da a filosofia de Gilberto Freyre seja atendida.