O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 18/07/2018

Na célebre obra literária “O caçador de pipas” do autor Khaled Hosseini, retrata a história de duas crianças amiga das quais uma foi vítima do estupro. Nesse contexto, de maneira análoga, tal perspectiva não se distancia da realidade brasileira, isso porque, segundo dados divulgados pela BBC, 70% das vítimas dessa banalidade são crianças. Desse modo, é indubitável que existem fatores que devem ser revistos pela democracia, dentre eles, a omissão familiar e a negligência do governo.

Convém ressaltar, a princípio, que o diálogo sobre sexualidade durante a infância é a principal ferramenta para impedir a perpetuação dos estupros no convívio social. Isso porque a criança saberá a função dos órgãos reprodutores e, também terá a consciência que as relações sexuais devem haver o  consentimento entre os pares. Sob esse viés, pode-se comprovar consoante informações no Jornal da Globo, que 60% das famílias não conversam sobre sexualidade. Assim, é incontrovertível que a conversação na mais tenra idade pode amenizar a incidência dessas ações hediondas.

Além disso, cabe apontar que o aparato governamental é ineficiente no que tange à inibição dessas ações bárbaras, visto que, o criminoso pode, muitas vezes, portar algum distúrbio mental o qual faz o indivíduo obter atração sexual por crianças. Sendo assim, esses poderão usufruir da crianças, pois essas são inferiores fisicamente, logo, podem ser vítimas da pedofilia. Tal concepção aumenta devido às nefastas políticas públicas, isso porque os apoios psicológicos aos criminosos durante e após o período prisional são quase inexistentes e por essa razão, não raro, tais indivíduos poderão se atrair novamente por criança. Como prova disso, segundo dados divulgados pelo Jornal Estadão, 90% dos casos, são homens e sofrem de algum distúrbio.

Diante aos fatos supracitados, é notório que ainda há entraves no que tange ao combate da pedofilia no Brasil. Portanto, cabe ao Estado em consonância das escolas, criar oficinas que incentivarão o diálogo entre as famílias. Essa medida pode ser viabilizada por meio de palestras com psicopedagogos e cartilhas trazendo informações sobre como a conversa pode atenuar os casos de estupros, a fim de garantir o bem estar da criança, como promulgado no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) no artigo 5º, o qual inibe toda criança de qualquer forma de negligência. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde intensificar os acompanhamentos psicológicos durante e após o período de coerção social. Isso pode ser feito por meio do aumento das verbas a esse setor para a contratação de novos psicólogos, a fim de amenizar o número de estupros. Dessa forma, poder-se-á  abrandar os casos de pedofilia no Brasil e ir contra a realidade retratada no livro “O caçador de Pipas”.