O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 17/07/2018
Após o holocausto que foi responsável pela morte de 6 milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial, a ONU promulgou a criação dos Direitos Humanos em uma digna tentativa de exterminar injustiças e intolerâncias contra grupos minoritários. Contudo, as crianças possuem seus direitos vitais comprometidos, uma vez que os casos de pedofilia no Brasil chegaram em dezoito mil no ano de 2012. Desse modo, cabe analisar como os costumes sociais e a ausência de uma legislação justa e eficiente corroboram para a persistência - e difícil extinção - dos casos de abusos sexuais infantis no país. Conforme propôs o evolucionista J.B Lamarck, as circunstâncias que permeiam os seres fazem com que os mesmos se adaptem à elas de forma irreversível. De maneira análoga, os inúmeros casos de abusos sexuais contra crianças e poucas políticas capazes de solucionarem a problemática, fizeram com que as pessoas se acostumassem a olhar a pedofilia sem uma visão crítica, passando a entender a situação como algo semelhante a um fato social durkheimiano inerente e comum à uma sociedade, sem a necessidade de ir à luta garantir os direitos que foram - teoricamente - assegurados às crianças. Logo, uma radical alteração nos hábitos dos indivíduos é o caminho para colocar um ponto final à pedofilia no Brasil.
Outrossim, a ineficiência das leis brasileiras é o agente responsável pela persistência da pedofilia no âmbito social. Embora a Constituição de 88 assegure bem-estar social e o direito de ir e vir para todos os indivíduos, os índices de pedofilia no cenário nacional indicam o oposto. Segundo Aristóteles, a política deve ser capaz de promover a harmonia em todas as esferas sociais. Assim sendo, as leis que regem o país devem ser responsáveis por promover a segurança das crianças e jovens, garantindo que estes possam usufruir de seus direitos básicos, como a segurança e o direito à educação.
Torna-se imperativa, portanto, a adoção de medidas que garantam a segurança das crianças e coloquem um fim à pedofilia no Brasil. O Ministério da Cultura e as prefeituras devem organizar eventos onde psicólogos e médicos possam administrar palestras e debater com os cidadãos sobre as consequências de abusos sexuais na vida da criança e a importância de denunciar esse crime, a fim de que os cidadãos alterem seus hábitos e se desprendam da teoria lamarckista. Ademais, ONGs engajadas com a causa devem organizar protestos pacíficos com a sociedade, através de passeatas comunitárias que reivindiquem, na prática, os direitos infantis que, outrora, foram assegurados em um papel. Por fim, o Brasil tornar-se-á um país justo e defensor de suas crianças.