O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 27/08/2018

Casos graves de abuso sexual de crianças aparecem nas capas dos jornais com frequência. No entanto, há muita confusão na forma como o assunto é tratado na esfera pública. Isso se dá pela falta de tratamentos para essa doença e a falta de informações dada a crianças diante de situações de abusos.

Em primeira análise, a ciência, nas últimas décadas, avançou muito na compreensão do fenômeno da pedofilia, tanto do ponto de vista biológico quanto do social. Na concepção da Psicanálise, a pedofilia é uma perversão sexual, um comportamento que leva adultos a se satisfazerem com imagens infantis ou com qualquer que seja a relação erotizada do corpo infantil. Já na visão Psiquiatra, é uma alteração de comportamento, uma condição psicológica, provavelmente incurável, para a qual ainda há poucas alternativas de tratamento, o que mostra que é um problema de saúde pública.

De outra parte, a pedofilia é uma realidade no Brasil, de acordo com as pesquisas, o país se encontra no quarto lugar do ranking da pedofilia, segundo a Polícia Federal. Não só isso, cerca de 30% dos casos ocorrem na própria casa da vítima, sendo os parentes os abusadores e por conta disso, inúmeras denúncias não chegam a serem feitas. Além disso, pela falta de comunicação, muitas não sabem o que de fato está acontecendo e, pelo medo de serem repreendidas, não chegam a contar para os responsáveis. Porém, seus comportamentos mudam rapidamente, podendo ficar retraídas ou apresentar comportamentos agressivos, o que pode ser observados pelos responsáveis e profissionais de educação.

Dado o exposto, verbas advindas do Governo Federal, devem ser enviadas as Universidades Públicas para que possam realizar pesquisas sobre esse distúrbio e futuramente proporcionar para a sociedade um possível tratamento. Ademais, a família deve está presente ensinando sobre o corpo para a criança e a diferença entre abuso e carinho, para que diante de um abuso, ela saiba como procurar e pedir ajuda.