O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 11/08/2018
Na Grécia Antiga, a prática sexual entre uma pessoa mais velha e um jovem era considerada natural pela sociedade; essas relações eram interligadas a cerimônias de iniciação sexual, magia, crença e medicina. Esse viés auxilia na análise da questão da pedofilia no Brasil, visto que tais casos estejam muito frequentes. Nessa perspectiva, cabe avaliar quais fatores têm favorecido a frequência dos atos e quais ações são necessárias para o combate da problemática.
Em primeiro plano, vale destacar que, em 2017, foi constatado pela Delegacia de Repressão a Crimes de Informática do Rio de Janeiro, um aumento de 50% dos casos de pedofilia na internet. Nesse contexto, percebe-se que, com o desenvolvimento da tecnologia, a internet tornou-se o principal meio de aliciamento, divulgação e propagação dos atos de pedofilia, não havendo leis para combatê-las no mundo virtual com a mesma intensidade que se propagam os atos violentos na grande rede.
Em segundo plano, é notória a falha no sistema educacional brasileiro no que tange ensinos sobre educação sexual. Esse viés ainda é um tabu social, pelo fato da população desconhecer a importância de ensinar os filhos sobre os cuidados que precisam ter ao estar com determinadas pessoas que convivem; pois, frequentemente, a violência também é cometida por pessoas próximas a criança, por exemplo, pais, tios e primos. Consoante a isso, é visto que as vítimas, na maioria dos casos, não tem acompanhamento psicológico como meio de acalentar o trauma e isso dificulta o desenvolvimento de aprendizagem e interação social.
Portanto, é de suma necessidade que o Governo, junto a Anarnet (órgão responsável pela segurança na internet), providencie meios mais eficazes de monitoramento dos conteúdos fornecidos na rede, sendo necessária também a criação de leis que criminalize a pedofilia na internet, com intuito de reduzir esses casos. Ademais, é importante que o Ministério da Educação crie disciplinas nas escolas para as crianças e forneçam palestras para os pais ou responsáveis sobre educação sexual, para que passem a ter conhecimento sobre o assunto; disponibilizando também psicopedagogos para fazer acompanhamento das vítimas, fazendo com que seus desempenhos psicológicos e de aprendizagem sejam restaurados.