O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 29/07/2018

Há luz no fim do túnel

O Iluminismo, movimento revolucionário do século XVIII, idealizava um futuro baseado no conjunto de sucessos em âmbitos sociais devido às transformações antrópicas. Entretanto, atualmente, frente ao cenário intolerável de pedofilia no Brasil, torna-se incerta as premissas estabelecidas no século das luzes. Urge, portanto, a necessidade da interferência de agentes sociais a fim de combater a problemática de viés contrário à democracia.

Em primeiro plano, sabe-se que as causas que acarretam na violência sexual contra menores de idades têm matrizes ideológicas diversas. De um lado, entende-se que deve ser tratada como uma doença, como afirma a Organização Mundial da Saúde; Do outro, é indubitável que o enigma restringe-se a falta de caráter do criminoso. Cabe ressaltar, que tais polarizações são aceitas, visto que a liberdade de expressão constitui a democracia, mas, é de suma importância a união de ambas as extremidades a fim de combater e preservar as vítimas.

Ademais, convém analisar que o crime não baseia-se apenas em práticas físicas — A perversão sexual tem suas ramificações que ultrapassam o contato pessoal. Prova disso, são os altos índices de ataques decorridos do uso da internet, que por meio de redes sociais velam a verdadeira identidade do pedófilo. Outrossim, órgãos federais  afirmam que mais da metade dos casos denunciados são decorridos de ambiente familiar, na mesma residência, intensificando a necessidade de mudanças.

Além disso, o abuso a vulneráveis resulta em consequências muitas das vezes irreversíveis, como a gravidez. Assim, torna-se de extrema importância amparar as vítimas para que não resulte em medidas drástica, como o suicídio. Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, em sua teoria da Modernidade Líquida, as defasagens sociais tendem a piorar, uma vez que em consonância ao avanço da globalização, é crescente o sentimento de individualismo nos seres humanos, que visam cada vez mais interesses particulares.

Em síntese, consta-se precisa a adoção de medidas por órgãos fiscalizadores a fim de preservar e atenuar a curto prazo o quadro de pedofilia no Brasil, como assegurado na Constituição de 1988. Nesse sentido, o Ministério da Segurança Pública deve criar, por meio das redes sociais, um monitoramento especial a fim de propiciar segurança para navegação de menores de idades e motivar a sociedade civíl a denunciar, de forma anônima, os supostos casos de pedofilia. Ainda assim, cabe a família a adoção de uma orientação persistente no que tange a atos individuais públicos dos menores. Isso seria importante pois colaboraria para que houvesse, no Brasil, a liberdade no âmbito e daria êxito à perspectiva iluminista.