O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 02/08/2018
Para o filósofo John Stuart Mill, todo individuo possui liberdade de expressão e cabe ao Estado evitar que a liberdade individual interfira na vida de outras pessoas. Entretanto, nos dias de hoje, milhares de crianças, vítimas de pedofilia, tem sua inocência invadida por pessoas que ultrapassam os limites da liberdade , essas por sua vez, em sua maioria, se escondem atrás de laços familiares. Assim, é necessário conhecer a problemática, para que possamos preservar a infância e sua doce inocência.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada cinco meninas e um em cada treze meninos são vítimas de abuso sexual, na maioria das vezes, por indivíduos próximos como pais, avôs e padrastos, esses que deveriam os proteger, transformam-se em seus piores inimigos. E foi na luta contra esses vilões , que uma adolescente de 13 anos, por meio de uma carta, denunciou abusos sofridos em sua residência, o que era uma simples atividade escolar, se tornou a fonte mais confiável para que seu grito de ajuda fosse escutado.
Desse modo, a escola assume um papel importante na luta ao combate á pedofilia, do qual por meio de atividades preventivas, como abordar os limite do contato do corpo, proporciona uma relação entre o proibido e o permitido ás crianças. No entanto, educação sexual nas escolas do Brasil, é dotada de conservadorismo e tabus, não sendo obrigatória, impede que o tema seja debatido em salas de aula e que seus alunos sejam ouvidos.
Dessa forma, fica evidente a relevância das funções que instituições educacionais possuem, através de debates, orientações e alertas, permitem que seus alunos sintam-se confiantes para fazer denúncias de crimes hediondos como a pedofilia, e saberem distinguir a diferença entre carinho e assédio, assim, o anseio de John Stuart Mill será concretizado, e todos indivíduos possuirão suas liberdades conservadas.