O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 03/08/2018
“O importante não é viver, mas viver bem”. Segundo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa a da própria existência. Entretanto, no Brasil, essa não é uma realidade para as crianças vítimas se pedofilia. Com isso, ao invés de agir para tentar aproximar a realidade descrita por Platão da vivenciada por esses indivíduos, suas famílias e a cultura brasileira da música contribuem com a situação atual.
O filme ‘‘O quarto de Jack’’ conta a história de um garoto de cinco anos que cresceu aprisionado em um minúsculo quarto juntamente com sua mãe. A narrativa mostra, ainda, os desafios que Jack e sua genitora enfrentam para se reinserirem na sociedade após fugirem no cativeiro onde sua mãe foi violentada desde a infância. Tal como no filme, crianças que sofrem abusos sexuais levam consequências desse trauma para toda a vida. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 20 crianças são atendidas pelo Sistema Único de Saúde, por terem sido vítimas de violência sexual, todos os dias, logo, torna-se fundamental o papel da família na prevenção desses casos. A falta de diálogo é um agravante notável, considerando-se que á única forma de deter o abusador é através da intervenção de um adulto que só será alertado se o menor tiver liberdade o suficiente para relatar os abusos sofridos, liberdade essa que pode ser adquirida com o habito da conversa familiar.
Ademais, a cultura musical brasileira tem supervalorizado a sexualização infantojuvenil através de suas letras, por exemplo, o termo ‘’novinha’’ usado para se referir a meninas de pouca idade, está geralmente associada á ações do tipo ‘‘sentar’’, ‘‘quicar’’ e ‘‘rebolar’’, fazendo alusão clara a atos sexuais. Segundo Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele, sendo assim, a má educação sexual, vinculada a esse tipo de música, causa a manutenção do abuso contra infantis, fazendo com que a realidade descrita por Platão seja muito distante da vivida por eles.
Portanto, tornasse evidente a necessidade de uma tomada de decisões que aproxime essas realidades. Por conseguinte, o Ministério da Educação, em parceria com a mídia, deve levar educação ás famílias brasileiras através dos principais meios de comunicações, televisão e internet, por meio de publicidade, afim de incentivar o diálogo como forma de combate ao assédio sexual infantil. Outrossim, é importante que o poder legislativo crie uma lei que proíba a referência sexual associada á menores em músicas ou quaisquer ferramentas que possam causar consequências negativas essa classe. Só assim, os mais jovens não apenas viverão, mas viverão bem.