O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 23/08/2018

No livro “A cor púrpura”, a autora Alice Walker retrata a vida de Cellie, uma garota de 14 anos, que é abusada pelo padrasto com quem tem dois filhos. Na atualidade, o caso de Cellie não é algo isolado, sendo uma problemática factual e que precisa ser combatida. Nesse contexto, a análise da falha educacional e do lapso estatal como agentes impulsionadores deste problema é fundamental.

A priori, segundo Immanuel Kant, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Certamente, a inabilidade do sistema escolar em transmitir conhecimentos sociais além dos conhecimentos acadêmicos atua nesta questão. Por conseguinte, as escolas através da ausência de matérias voltadas para a educação sexual acaba por formar indivíduos que não conhecem o próprio corpo e que não conseguem distinguir assédios. Sendo assim, as instituições escolares concebem indivíduos que não sabem reconhecer e reagir a abusos.

De acordo com o filósofo Aristóteles, o Estado deveria ser o responsável por prover o bem comum e atender às demandas populares. Decerto, a incompetência do Estado em prover a população o que lhe é de direito é um agravante deste problema. Análogo a isso, o lapso governamental intervém nesta problemática através da falta de auxílio as vítimas, da impunidade concedida aos assediadores e do menosprezo aos direitos infantis. Dessa forma, o Estado acaba por impulsionar esta mazela e criar indivíduos instáveis com medo dos seus agressores.

Destarte, é notório que este problema tem o seu prelúdio nas instituições sociais. Para que este problema seja sanado, o Poder público deve fornecer subsídio aos órgãos que combatam tal mazela e investir no combate a exploração sexual através de leis e ferramentas que facilitem as denúncias.Ademais, as escolas em conjunto com a sociedade devem se mobilizar para que ocorram debates e palestras acerca deste assunto. De modo a garantir uma sociedade segura, e fornecer educação para a reintegração dos assediadores após a penitência.