O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 08/08/2018

Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a questão do abuso infantil, no Brasil, hodiernamente verifica-se que esse ideal iluminista é desejavelmente na teoria e não constatado na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse sentido, cabe analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.

É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo Immanuel Kant, o ser humano não é nada além daquilo que a educação faz dele. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a violência e os  abusos infantis, rompem com esse preceito Kantiano. Haja vista que, segundo dados estatísticos do SINAM(sistema de informação de agravos de informação)  a cada dia cerca de 20 crianças sofrem abuso no país, alavancando ainda mais com o problema na tecido social.

Outrossim, destaca-se os abalos psicológicos no párvulo como agravador do problema. De acordo com o Psiquiatra Sigmund Freud, Nenhum ser humano é capaz de esconder um segredo. Se a boca se cala, falam as pontas dos dedos. Seguindo essa linha de raciocínio, observa-se que valores quando rompidos agravam em demasiadas sequelas para o oprimido. Um exemplo disso são adultos que sofreram abusos infantis e não conseguem conviver em sociedade, carregam consigo problemas sociais e psicológicos.

É evidente portanto que ainda há entraves para a construção de um mundo melhor. Destarte o Ministério da educação e cultura (MEC) que deve promover palestras com psicólogos no intuito de motivar as crianças a denunciar os agressores. Ademais, cabe aos veículos de comunicação utilizarem do seu poder para coordenarem os pais em prol de fiscalizar os filhos, para que o território brasileiro se desprenda de certos tabus e não viva mais na realidade das sombras, como na alegoria de Platão.