O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 13/08/2018

A pedofilia configura-se como um transtorno de preferência sexual, no qual uma pessoa adulta envolve-se, por meio de atos libidinosos, com crianças ou adolescentes. Hodiernamente, no Brasil, esse fenômeno afeta diversos âmbitos sociais e desencadeia a necessidade de combate. Isso se deve, sobretudo, às precárias condições auferidas aos sujeitos maltratados, bem como à erotização infantil ampliada pelos veículos midiáticos e pelas redes sociais. Nesse sentido, são necessárias ações conjuntas do Poder Público, das instituições formadoras de opinião e da mídia, visando à resolução desses problemas.

Em verdade, sob a perspectiva do sociólogo Gilberto Freyre: “o ornamento da vida está na forma como um País trata suas crianças”, sendo de grande importância o cuidado com meninos e meninas, principalmente por parte do Estado. No entanto, as formas de controle, no que diz respeito à pedofilia, crime hediondo, são insuficientes e ainda não foi encontrada uma forma de suprimir tal malefício. A exemplo disso, conforme o Disque Denúncia, mais de 50 casos são notificados diariamente, porém apenas 7 de 100 ocorrências são denunciadas. Nesse contexto, é perceptível que a abordagem realizada sobre esse transtorno é ineficaz e o silêncio das vítimas ocupa uma lacuna a ser preenchida por ofertas de políticas públicas.

Ressalta-se, ainda, que a facilidade na replicação de informações, possibilitada pelo uso da rede mundial de computadores, amplia o campo de ocorrências de prostituição e de pornografia infantil. Nesse aspecto, o filme norte-americano, intitulado por “Confiar”, retrata o drama de uma adolescente que cai na armadilha de um pedófilo virtual, e o fato de sua família não saber como lidar com a tragédia. Consoante isso, é notório que essa situação transpassa o mundo cinematográfico e é refletida na vida real, na qual jovens e crianças são sexualizadas pela mídia e pelo compartilhamento de informações pessoais em redes sociais. Desse modo, faz-se urgentes o envolvimento de bases formadoras que modifiquem esse cenário.

Diante disso, é essencial que impasses sejam revertidos. Para tanto, o Poder Público, em parceria com as escolas, deve investir em palestras, ministradas por psicólogos, que auxiliem pais e alunos a se protegerem contra os agressores, com o fito de encorajar a realização de denúncias e a percepção desse tipo de violência. Ademais, a mídia tem a responsabilidade de elaborar campanhas que alertem sobre os indícios de maus tratos e de assédio sexual, combatendo a erotização infantil e a utilização precoce e não monitorada da internet por menores de idade. Só assim, encontrar-se-ão caminhos para superar a pedofilia no País.