O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 31/08/2018
Segundo Aristóteles, “a política é a ciência para garantir a felicidade dos cidadãos”, a qual deve atuar na interação da sociedade e visar o bem comum. Contudo, esta conduta necessita de ética para não acometer negligencia aos direitos garantidos à população. Atualmente, no Brasil, a sociedade vive dificuldades para combater a pedofilia, e pode-se destacar a falta de assistência para indivíduos com potenciais de executar o crime, devido a transtornos psicológicos, semelhante à unidade familiar que necessita de informações para mitigar casos específicos.
É inquestionável que os crimes de violência sexual contra crianças não são cometidos por indivíduos em plena consciência mental. Segundo George Brown, professor de psiquiatria da Universidade do Norte do Texas, “o transtorno de pedofilia é caracterizado por fantasias, vontades ou comportamentos sexualmente excitantes, recorrentes e intensos envolvendo crianças”. Ainda cima, os alvos podem apresentar características como: um grupo de idade específica; crianças da própria família; possuir sexo oposto. Além disso, a proximidade de um potencial agressor com uma vítima pode viabilizar o crime. Dessa maneira, o quadro de saúde mental de pedófilos é uma questão de saúde pública e necessita de acompanhamento individual.
Analogamente, a sociedade deve estar preparada para identificar eventuais possibilidades para o crime. Como dizia Sigmund Freud, “Não me lembro de nenhuma necessidade da infância tão grande quanto à proteção de um pai”, envolve os pais como agentes defensores dos filhos, que em certas situações não possuem discernimento para identificar perigo iminente. Por isso, a família deve receber informações e repassar aos filhos, especificamente: apresentar o que é a pedofilia; como agem os pedófilos, bem como ouvir as crianças, analisar mudanças comportamentais e sinais físicos. Dessa forma, politicas públicas para assessorar a família possui papel fundamental na proteção de seus filhos.
Portanto, os crimes de pedofilia podem ser mitigados, desde que tratados com o devido valor e relação entre a sociedade. Logo, o Governo Federal, junto ao Ministério da Saúde, devem desenvolver o programa para tratamentos psicológicos, de distúrbios sexuais, com estruturação de UBS´s (Unidades Básicas de Saúde), contratação de psiquiatras, disponibilização de medicamentos, divulgação de informações, via televisão, e cartazes, esclarecendo à população os sintomas que evidenciam possíveis crimes. Tanto quanto, o Ministério da Comunicação, em conjunto com a mídia, atuar na disseminação de ideias, promoção debates, realização de campanhas educativas, exposição de denúncias, situando os pais às possibilidades que por muitas vezes aparecem como distante. Em suma, a política e o bem estar da população, conciliados, poderão resultar na felicidade coletiva, como dizia Aristóteles.