O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 08/10/2018
No livro “O Cortiço”, a personagem Pombinha, que era menor de idade, foi abusada pela prostituta Léonie, que forçou um princípio de relação sexual com ela. Na realidade brasileira não é diferente, uma vez que, de acordo com o Ministério da Saúde (MS), mais de 15 crianças de até nove anos de idade, a cada 24 horas, sofrem com a violência sexual. Nesse contexto, deve-se analisar como a internet e a negligência familiar prejudicam o combate à pedofilia no Brasil.
Primeiramente, a internet é a principal responsável pela manutenção da pedofilia no Brasil. Isso porque a web oferece inúmeras ferramentas que simplificam o uso do pederasta para praticar tal crime, tais como a criação de sites pornográficos e de perfis fakes nas redes sociais. Além disso, a rede mundial de computadores é de fácil acesso, na qual possui um extenso número de usuários - em conformidade com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), até o final de 2016, o Brasil já tinha mais de 116 milhões de usuários -, a qual proporciona, consequentemente, uma quantia ampla de vítimas. Não é à toa, logo, que, segundo a SaferNet Brasil, foram recebidas mais de 36 mil denúncias de pornografia na internet em 2009.
Em uma segunda análise, nota-se, ainda, que a negligência familiar é outro fator responsável pela tal problemática. Isso visto que, conforme o Instituto de Pesquisa Econômicas Aplicadas (Ipea), cerca de 70% dos estupros ocorrem por parentes ou pessoas conhecidas da família. Por consequência disso, quando o crime acontece mediante dos laços familiares, consoante a psicóloga Alessandra Rocha Santos Silva, a criança não sabe em quem confiar e o segredo que o agressor lhe exige se torna um fardo maior que sua mente infantil possa processar, fazendo-a, dessa maneira, se isolar.
Torna-se evidente, portanto, que, no Brasil, o combate à pedofilia precisa de atenção. Em razão disso, os responsáveis pela criança deve, por meio de softwares que permitem o supervisionamento nos aparelhos eletrônicos da criança - um exemplo é o “Norton Family” -, monitoraras ações de seus filhos na web, objetivando identificar potenciais perigos de pedofilia, para, assim, diminuir o número de denúncias de pornografia infantil. Outrossim, os pais devem, por intermédio dos comportamentos da criança, se atentarem a uma mudança brusca de atitudes e isolamentos, a fim de detectar sinais de violência sexual, para que, dessa forma, possam passar confiança ao filho denunciar. Desse modo, o combate à tal violência será mais eficiente.