O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 09/10/2018

Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos direito à segurança e a harmonia social. Conquanto, em frente aos alarmantes números a respeito da violência sexual contra crianças e adolescentes no país, percebe-se que esse direito não é exercido na prática. Nesse sentido, cabem ser avaliadas as principais causas, bem com as consequência desse tumor na sociedade.

Em primeira análise, convém ressaltar que, apesar de ocupar a nona economia mundial, o Brasil não possui investimentos concretos quanto a serviços de inteligencia, e o resultado desse contraste é claramente refletido nos exorbitantes número de casos de pedofilia no país. De acordo com o Sistema de Informação de Agravos de Notificação, só no ano de 2012 foram registrados 17.511 casos de violência sexual em jovens de 0 a 19 anos, onde cerca de 3%  foram submetidas à pornografia infantil, o que demonstra a ineficiência do Estado quanto a prevenção e combate a crimes desse aspecto.

Além disso, como já teorizado por Claude Lévi-Strauss a interpretação adequada do coletivo ocorre por meio do entendimento das forças que estruturam a sociedade, como eventos históricos e as relações sociais. Sob essa perspectiva, faz-se mister salientar a universalização do acessa à internet como impulsionador do problema, a medida que, apesar de ter sido um avanço tecnológico importante para as relações humanas, possibilitou um anonimato desconhecido até então, o que proporcionou, assim, o compartilhamento de pornografia infantil e assédios virtuais a menores com maior discrição. Dessa forma, evidencia-se que a violência sexual acometidas às crianças  tem como potencializadores a invisibilidade proporcionada pela internet, atualmente, em conjunto às deficiências dos órgãos de inteligência do país.

Portanto, para que se reverta esse cenário preocupante no país, urge que o Ministério da Defesa, em parceria à polícia civil, crie departamentos especializados em crimes virtuais, a fim de que sites e fóruns de pornografia infantil sejam fechados e tenham seus participantes investigados, por meio de verbas advindas do Governo Federal para o treinamento especializado quanto a infiltração desses sites. Dessa forma, o Brasil poderá garantir que suas crianças usufruam da liberdade e segurança a eles prometida.