O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 10/10/2018
Todos sabem que, em nosso país, temas considerados de alta complexidade acabam se tornando um tabu. Mesmo relacionando-se com a saúde publica e violação dos direitos da criança e do adolescente, a pedofilia está se tornando cada vez mais frequente e ignorar o assunto e não relacionar com a falta de educação sexual é um dos motivos para esse crescimento.
Com o propósito de conscientizar a população sobre o tema, no dia 18 de maio foi declarado Dia Nacional do Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, em homenagem a uma menina de 8 anos que foi sequestrada, violentada e cruelmente assassinada no Espirito Santo. Tal atitude, apesar de ter uma característica brutal, não comoveu a população nacional e o assunto acabou sendo esquecido em poucos dias. Em consequência desse “Pacto de Silêncio” por parte da população, as vitimas raramente buscam ajuda de um adulto de confiança, o que deixa prejuízos imagináveis no seu psicológico. Ainda convém lembrar que o problema precisa ser reconhecido por todos, pois suas vitimas somam-se em 80 mil por ano de acordo com o Ministério da Saúde, podendo estar presente no lar de qualquer um.
Atualmente, com o avanço dos estudos sociais e científicos sobre sexualidade, chegou-se a conclusão que a falta de educação sexual é um dos motivos para o aumento dos abusos e da exploração. Tratar do assunto é o caminho mais curto para conter tais abusos de acordo com a Albertina Duarte da Secretária de Saúde de São Paulo. A violência sexual é democrática e portanto não escolhe a vitima, podendo atingir todas as classes sociais, e como não existe um método para descobrir um possível abusador, pode-se utilizar da educação para prevenir e proteger as crianças e os adolescentes. Podemos destacar também o papel da mídia que muitas vezes faz papel contrário ao da educação sexual, utilizando-se da erotização de atores mirins nas novelas, programas infantis e comerciais voltados a brinquedos.
Levando-se em consideração esses aspectos, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Governo Federal deve destinar verba estatal significante para ONGs de conscientização da população e ajuda psicológica para vitimas de abuso, trazendo reflexões sobre o assunto, ativando o senso critico de todos para que possam denunciar casos de exploração sexual. Ao Ministério da Educação cabe a missão de criar e implementar matérias sobre educação sexual nas escolar públicas e particulares, educando as crianças e os adolescentes sobre o assunto e ensinando sobre a diferenciação do toque abusivo e do afetivo. Somente com a união dos pilares de uma sociedade democrática e justa conseguiremos acabar com o problema que assola os mais vulneráveis.