O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 20/10/2018
“O ornamento da vida está em como um país lida com suas crianças”. Essa frase de Gilberto Freyre evidencia a importância de zelar das crianças. Contudo, hoje, o Brasil enfrenta um dos maiores problemas da modernidade: a pedofilia. Frente a essa perspectiva, devido às insuficiências das instituições, somada à hostilidade midiática, a problemática instala-se, ditando sequelas físicas e psíquicas a serem combatidas.
É importante ressaltar, antes de tudo, a dificuldade enfrentada pelos programas de combate à pedofilia. Sob esse aspecto, é incontrovertível que o pacto do silêncio, bem como a vulnerabilidade da vítima impedem que o pedófilo seja denunciado. Tal cenário, não raro, deve-se ao fato de que o crime ocorre dentro do ambiente familiar da criança, sendo, regularmente, praticado pelos próprios pais ou familiares próximos que encontram-se em seu círculo de confiança e, dessa maneira, a persuasão torna-se mais fácil. Prova disse foram os dados divulgados pelo SINAN (Sistema Nacional de Agravos de Notificações), em que cerca de 70% das denúncias, os agressores são pessoas próximas do inocente.
É válido considerar, ainda, a mídia como influenciadora da problemática. Seguindo essa linha de raciocínio, a conquista do meio técnico científico-informacional trouxe a intensa erotização do corpo da criança. Em consonância com o físico Albert Einstein, té evidente que a tecnologia ultrapassou a humanidade, uma vez que a mídia- que deveria oferecer programas de entretenimento, acabam por investir em conteúdos que mostram jovens de 10 anos sensualizando para câmeras, fomentando, nos telespectadores, a ruptura da pureza ligada a imagem da criança. Nesse viés, há o estímulo, mesmo que inconsciente, de sentimentos eróticos por esses indivíduos, corroborando o aumento da pedofilia.
Infere-se, portanto, que o combate a pedofilia enfrente problemas a serem mitigados. Sendo assim, urge a atuação das escolas, implementando medidas que incentivem os alunos a denunciarem a pedofilia, como a realização de palestras semanais por profissionais da área do Conselho Tutelar, mostrando a importância e a necessidade das vítimas se manifestarem e procurarem ajuda, no intuito de conscientizá-las e diminuir os casos de silêncio nessa questão. Ademais, cabe aos órgãos de fiscalização midiática, tal como o CONAR, controle as propagandas, criando uma nova regulamentação publicitária que reprima a erotização da criança, com a aplicação de multas e censurando os programas que desrespeitá-las, a fim de minimizar a influência da mídia sobre esse crime. Somado a isso, é papel da família dialogar com as crianças para informá-las e explicar o que é a pedofilia e, assim, reforçar o programa de conscientização escolar.