O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 22/10/2018
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entando, quando se observa a negligência da sociedade diante da violência sexual contra crianças e adolescentes no Brasil, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática segue intrinsecamente ligada à realidade do país, pela falta de rigor de políticas que protegem as vítimas e pela omissão da população.
É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser usada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a má aplicação das leis que protegem as vítimas e punem os agressores, rompe essa harmonia, haja vista que após a denúncia de pedofilia não há uma asseguração de proteção à vítima, o que a deixa vulnerável até que o estuprador seja julgado. Um exemplo é o caso da jovem de São Paulo que denunciou o pai por estupro e depois foi assassinada a facadas por ele. O exemplo retrata a consequência do mau funcionamento da justiça.
Outrossim, destaca-se a omissão da população como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada pela exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de raciocínio, observa-se que a pedofilia ainda é um assunto tido como tabu social, uma vez que as pessoas não o debatem dentro de suas casas e escolas a fim de criar um ambiente propício para que as vítimas se sintam seguras para relatar os acontecimentos.
Portanto, O Ministério da Educação deve instituir palestras com psicólogos nas escolas para debater o tema com os alunos, para que estes saibam a quem recorrer caso sofram abuso. Idem, o poder judiciário deve promover o sistema de proteção à vítima com o conselho tutelar e a polícia civil.