O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 22/10/2018

Disque 100

O filme “Confiar” narra a história de uma garota que conhece um rapaz por meio de redes sociais, o qual passaria a ser seu abusador, que se mostrava como um rapaz jovem de idade semelhante a sua via redes sociais. No decorrer da trama, a denúncia é realizada por uma colega da vítima, revelando a dificuldade em tornar o abuso público recorrendo a autoridades e o processo de aceitação. Em paralelo com a ficção, relatos de pedofilia são frequentes no Brasil, sendo um problema crônico social e de saúde pública, no âmbito que o abusador pode ser intitulado como portador de um transtorno e a vitima ter sua integridade física e psicológica corrompida. Sendo que a persistência desta prática pode estar associada a falta de diálogos familiares e escolares, perante a sexo e sexualidade.

Em primeira análise, pode-se enquadrar o individuo que comete abuso sexual contra o menor, em termos médicos como portador de um transtorno pedofílico, o qual pode ter origens neurológicas. Logo, uma pessoa que apresenta características de um possível pedófilo é passível de tratamento. Entretanto, a um grande tabu quanto a pedofilia Brasil, que é um problema crônico, ou seja, o problema persiste, e o sistema de saúde não tem estrutura para prestar um atendimento adequado a vítima menor de idade que sofreu abuso, muito menos ao possível abusador. Ademais, em âmbitos legislativos, ter relações com um menor de 14 anos, com consentimento ou não, é crime e pode ser denunciado diretamente a polícia ou por meio de órgãos como o Direitos Humanos, pelo disque 100.

Em segunda análise, diálogos referentes a sexo e sexualidade entre país e filhos e no ambiente escolar, são de insuma importância para o desenvolvimento intelectual e social do indivíduo, propiciando a um entender quanto a limitação das ações de terceiros, tendo conhecimento do certo e errado perante seu corpo. Porém, muitos país acreditam que a introdução precoce desses conteúdos, podem induzir de maneira precoce a sexualidade, e não proteger as crianças. Por fim, cabe aos país e a escola orientar as crianças da melhor forma, tendo em mente sua segurança.

Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver o impasse. O Ministério da saúde em parceria com professores da rede pública, deve elaborar palestras com o temas relacionados a abuso infantil e  a importância de diálogos sobre sexo e sexualidade com crianças. As palestras serão promovidas por professores da rede pública, em escolas da rede pública e privada, apresentando como público alvo país de alunos de todos os períodos, sujeitos a inscrição prévia e vagas limitadas. Tendo como principal objetivo a erradicação da prática da pedofilia por meio de um melhor aconselhamento de país.