O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 29/10/2018

Na novela O outro lado do paraíso, houve o relato de uma jovem que era molestada desde criança pelo seu padrasto, e a mesma, só percebeu que havia sido vítima de pedofilia, quando começou a namorar. Porém, fora das telas isso é uma realidade no Brasil, onde diversas crianças e adolescentes - em sua maioria na faixa etária de 7 a 13 anos -, são vítimas de pedofilia diariamente. Tal ato consiste na atração sexual exclusiva por crianças nesta idade, que é presente em adultos com transtornos psiquiátricos. Além disso, é de extrema importância ressaltar que a maioria dos casos de pedofilia acontecem no campo familiar e devido a isso, as denúncias não ocorrem. E não há como negar que essa ação gera diversos problemas na vítima como: transtornos psicológicos e dificuldade em se relacionar.

Primeiramente, é importante ressaltar que cada vez mais as crianças estão se comportando como adultos, uma vez que estão conectadas a todo instante a redes sociais. De certo modo, os pais acabam incentivando-os, pois qualquer atitude da criança, eles tentam ‘‘combater’’ entregando o celular para que a criança se ‘‘comporte’’. Porém, isso pode representar um grande risco para as crianças, uma vez que de forma silenciosa, ela pode acessar conteúdos ilícitos sem os responsáveis perceberem.

De acordo com a 4ª Delegacia de Repressão á Pedofilia do DHPP (Departamento de Homicídios e proteção a pessoa), 60% dos casos de pedofilia são cometidos por amigos, vizinhos e parentes da vítima. E não há como negar que devido a esta situação, a criança fica em silÊncio e as denúncias não ocorrem, pois os responsáveis podem não acreditar e até mesmo para proteger a criança de ofensas, julgamentos e ameaças, a família decide se calar mediante ao acontecimento.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. A mídia em parceria com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) deve fazer campanhas educativas sobre a  importância dos pais estarem atentos acerca dos sites que seus filhos utilizam e também a qualquer tipo de mudança de comportamento, de modo que possa evitar mais casos de pedofilia. Segundo o filósofo Inmanuel Kant, ‘‘o ser humano é aquilo que a educação faz dele.’’ Assim sendo, o Ministério da Educação deve instituir nas escolas palestras ministradas por psicopedagogos para que discutam sobre os danos causados pela pedofiliae também como o responsável deve se comportar perante essa situação, de forma que os pais saibam a maneira correta a ser seguida, evitando o possível constrangimento para a criança.