O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 30/10/2018

Foi constatado pelo Ministério da Saúde que todos os dias cerca de vinte crianças de 0 a 9 anos são atendidas pelo Sistema Único de Saúde, vítimas de violência sexual, comprovando a cultura do estupro que perdura no país. Ademais, é importante frisar que não há apenas a pedofilia quando ocorre o ato sexual, mas também virtualmente ou verbalmente. Logo, podem existir danos físicos e psicológicos a vítima.

Sobretudo quando há o molestamento causado a uma criança ou adolescente, afeta todo o organismo, principalmente as que ainda não possuem o sistema corporal desenvolvido para o ato sexual, havendo consequências graves, ocasionando inclusive no falecimento. Quando há permanência do ato, pode gerar inclusive uma gravidez indesejada. Entretanto, o ato de estupro muita das vezes é visível, podendo haver escoriações e hematomas pelo corpo, cabendo ao entorno familiar e escolar a visualização da problemática.

Paralelamente, os danos emocionais permanecem por mais tempo. Não raro, a falta de acompanhamento psicológico e familiar resultam em isolamento, que deixam de se comunicar, se tornam introvertidas, inclusive entram em depressão, resultando frequentemente em suicídio, em decorrência da sensação de culpa e imponência. No entanto, no âmbito escolar os efeitos também são notórios, como o decaimento no rendimento escolar.

Diante disso, urge a necessidade de findar com o ato de pedofilia, que ocorre de diversas maneiras na sociedade. Cabe a esfera governamental, por meio do Ministério da Justiça tornar efetiva as leis em vigor para a punição daqueles que praticam o ato repugnante, bem como, o Ministério da Saúde executar o acompanhamento psicológico para as vítimas e mobilizar as redes comunicacionais para promover campanhas mediante a conscientização da necessidade da denúncia, a fim de combater esse mal e assegurar a integridade e sanidade das crianças e adolescentes.