O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 02/11/2018
Não são poucos os fatores envolvidos na discussão acerca do combate à pedofilia no Brasil. Segundo Nelson Mandela, ex-Presidente da África do Sul, não existe revelação mais nítida da alma de uma sociedade do que a forma como esta trata as suas crianças. Nessa lógica, observa-se na contemporaneidade a necessidade de proteger os indivíduos mais jovens de ações e comportamentos violentos. Logo, a fim de compreender o problema e alcançar melhorias, basta analisar os possíveis agressores sexuais e como o meio cibernético pode influir nesse problema social.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que a Constituição Federal de 1988 estabelece que é dever da família criar, assistir e educar os filhos menores de idade. Entretanto, inúmeras crianças são vítimas de abuso sexual no ambiente familiar. Isso ocorre devido à aproximação do agressor com a vítima, fator que viabiliza a ocorrência do ato e dificulta a denúncia por parte da criança. Por conseguinte, sem um apoio terapêutico, a criança pode desenvolver no futuro tendência à depressão e suicídio.Para ilustrar, segundo a Fundação de Ação Social, 70% dos abusos contra crianças ocorrem em casa. Isto posto, percebe-se conformidade com a frase de Martinho Lutero, “A família é a fonte da prosperidade e da desgraça dos povos”, uma vez que a família pode atuar na prevenção do problema ou na execução.
Ainda nessa questão,é fundamental pontuar que os avanços tecnológicos dos meios de comunicação, como a internet, auxiliaram na atuação de pedófilos no meio cibernético. Vale salientar que, isso advém do fácil acesso à internet e da possibilidade de ocultar a real identidade, aspectos que dificultam a identificação do agressor e favorecem a impunidade. Com isso, muitos agressores sexuais marcam encontros com crianças e adolescentes fingindo serem outras pessoas. Para corroborar, casos de pedofilia via internet subiram 50% no Brasil, segundo a Delegacia de Repressão a Crimes de Informática. Assim, nota-se que a família possui papel fundamental no combate à pedofilia, haja vista que ao atentar-se em relação às atitudes do filho online, pode evitar acontecimentos nefastos.
Nesse sentido, ficam evidentes, portanto, os elementos que colaboram com o atual quadro negativo do país. Ao Ministério da Educação, cabe realizar palestras públicas nas escolas com profissionais da área sexual e pediátrica, a respeito da pedofilia e das formas que o abuso sexual pode ocorrer, além de disponibilizar oficinas de reconhecimento dos indícios aos professores do ensino básico, com o propósito de auxiliar as vítimas de pedofilia a entenderem a dimensão do problema e facilitar o reconhecimento dos sinais em sala de aula. É imprescindível, também, que a família exerça seu papel social e preste assistência aos filhos, por meio da supervisão das ações online e da orientação sobre os perigos no meio cibernético, com o objetivo de evitar a ocorrência de crimes contra as crianças.