O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 02/11/2018

No filme “Um olhar do paraíso”, retrata-se o tema da pedofilia, a qual é sofrida pela personagem Susie Salmon por seu vizinho, que a assassinou após o ato criminoso. Analogamente, fora das telas, casos como esse são uma realidade no Brasil e o combate a esse tipo de violência é dificultado pela falta de diálogo de muitos jovens com suas famílias e, também, pelo uso da internet, por pedófilos, como ferramenta de acesso a crianças e adolescentes. Assim, convém analisar essas contrariedades para, então, propor soluções a fim de dirimi-las.

Primordialmente, deve-se ressaltar que a internet deixa o público jovem vulnerável ao contato com desconhecidos. Esse asserção é confirmada ao analisar a teoria da “Aldeia Global”, proposta pelo filósofo McLuhan, a qual infere que as tecnologias integraram as pessoas de tal modo que os indivíduos têm, facilmente, acesso aos demais. Essa tese é exemplificada ao avaliar as declarações de crianças, conforme o jornal O Globo, as quais sofreram abuso sexual por parte de adultos e afirmam ter conhecido os criminosos pelo Facebook e Twitter. Nesse contexto, fica claro que, enquanto, enquanto medidas que visem ao alerta sobre os perigos da internet, relacionada a ocorrência de pedofilia, não forem impostas aos jovens, a manutenção desse tipo de crime, sem dúvida, será mantida na sociedade.

Outrossim, outro problema é a falta de diálogo de inúmeras crianças e adolescentes com suas famílias. Essa afirmação é ratificada ao analisar o mundo atual, em que o público juvenil destina grande parte do seu tempo ao uso das redes sociais e deixam de conversar com seus responsáveis sobre questões emocionais e psicológicas, segundo o portal de notícias G1. Dessa forma, sinais da ocorrência de abuso sexual, como mudanças comportamentais, conforme a Organização Mundial da Saúde, não são percebidos. Nessa conjectura, é evidente que, enquanto muitos jovens não forem incentivados ao diálogo com suas famílias, detectar a execução de pedofilia será, infelizmente, uma tarefa árdua.

Portanto, o Ministério da Educação deve promover a criação de projetos sociais, em escolas, destinados ao alerta sobre os perigos que o uso da internet oferece aos jovens, uma vez que é utilizada como ferramenta de acesso a eles pelos pedófilos. Além disso, ele deve tornar obrigatória a presença de psicólogos nas instituições de ensino do país - para incentivar o diálogo de crianças e adolescentes com suas famílias e esses profissionais. Logo, para a realização de tais medidas, é fundamental que esse órgão estatal forneça verba às escolas. Com isso, o combate à pedofilia no Brasil será possível e casos como os de Susie Salmon não serão mais uma realidade.