O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 13/01/2019

A pedofilia, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é um transtorno psicológico onde o indivíduo possui atração sexual por crianças e adolescentes de até 13 anos. Porém, não é o fato dela ser uma doença que torna sua prática inimputável ou não combatível, já que o ato de abusar de uma criança pode surtir inúmeros efeitos negativos em seu futuro.

De acordo com a ginecologista Albertina Duarte, existe uma espécie de pacto de silêncio que nada mais é que o medo da vítima de denunciar pois muitas vezes, por ser menor de idade, aquele que foi abusado não sente que pode denunciar e por isso não o faz. Tal fenômeno acarreta além da persistência do crime como também esconde um problema muito grave da sociedade.

Além disso, não existe um perfil específico para o abusador infantil, ou seja, pode ser qualquer tipo de pessoa e costuma ser alguém muito próximo. Dados assustadores do Ministério dos Direitos Humanos revelam que metade dos casos de pedofilia são cometidos ou pelo pai ou pela mãe da vítima, porém acredita-se que a frequência desse caso seja ainda maior pelo fato dos pais serem o principal agente no qual as crianças recorrem quando sentem algo errado.

Com isso, concluí-se que atos de pedofilia devem continuar passíveis de julgamento e punição e que a melhor forma de combater a pedofilia é informando às crianças e adolescentes sobre ela seus riscos e complicações. Para que os casos de abuso infantil diminuam é necessário que os Governos Municipais e Estaduais junto de suas escolas paguem especialistas para conversar e em caso de suspeitas examinar a possível vítima de um ato bárbaro como esse em discussão.