O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 10/03/2019
Em uma de suas teorias, o filósofo iluminista John Locke afirma que o ser humano nasce como uma tela em branco e esta vai sendo pintada a partir das experiências e influências da vida. Em relação aos constantes casos de pedofilia no Brasil, tais experiências contra crianças e adolescentes marcam a vida destes jovens elevando estas experiências à entraves como traumas e doenças. Portanto, é gritante a necessidade de debater e explicitar fatores que potencializam tal barbárie contra a juventude brasileira, como também a busca por meios que reprimam a ocorrência destes atos.
É relevante, inicialmente, discutir acerca do uso da internet como ferramenta contribuinte para o perpetuamento da pornografia infantil, como também da pedofilia. Com democratização do acesso à internet principalmente para crianças e adolescentes esta facilitação ser explanada, então, pela pesquisa da organização britânica Internet Matters de 2017, onde aproximadamente 41% das crianças com 6 anos usam internet sem supervisão adulta e que 32% destas são adeptas à serviços de mensagens como o Whatsapp. Em reflexo disto, a Delegacia de Repressão a Crimes de Informática informou que em entre os anos de 2016 e 2017 houve um aumento de 50% nos casos de pedofilia na internet iniciada por conversas em salas bate-papos que evoluem para a troca de material visual pornográfico.
Paralelo a isto, é importante reconhecer idem da ausência dos pais em relação ao tema. Estes negligenciam a conversa educativa com os filhos sobre a sexualidade, esporadicamente, por tabu ao assunto. Por conseguinte, de acordo com o Ministério da Saúde entre os anos de 2011 e 2017 houve uma elevação nos casos de violência sexual de 83% nas denuncias onde 70% desta porcentagem foram de fatos ocorridos na casa da criança vitimizada. Estas taxas denotam a necessidade da inserção do debate sobre o sexo e de seus contrates visando conscientizar os púberes brasileiros a identificar e expor a ocorrência de casos de estupro e pedofilia independente do âmbito que aconteça.
Portanto, buscando formas de prevenir atos de violência sexual e exposição infantil, o Ministério da Educação em união com o da Saúde criariam bases para uma eficaz educação sexual a partir da inserção da discussão em escolas em conjunto com os pais, palestras com psicólogos e agentes do conselho tutelar além da abertura de canais de denuncia na escolas. Além disto, os responsáveis atentar-se ao conteúdo cibernético acessado pelas crianças e adolescentes, como também sinais de abuso sexual a partir do diálogo aberto dando segurança ao jovem e do ensino em casa de ações provinda dos outros que são certas ou erradas em relação ao corpo da criança visando por estes meios evitar que experiências nocivas à juventude brasileira perpetuem-se para vida como aludido por Locke.