O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 29/03/2019
Para o psicólogo Gilberto Freyer, o sentido da vida está no tratamento de um país para com suas crianças e adolescentes. No entanto, o aumento no número de casos de abuso sexual que acometem crianças e adolescentes contradiz o que acredita o psicólogo. Nesse contexto, é necessária a ação de diversos setores sociais para atenuar as causas e consequências desse ato inescrupuloso.
A priori, no Art. 227 da Constituição de 1988, e dever do estado, sociedade e família cuidarem e proteger as crianças e adolescentes de qualquer tipo de violência. No entanto, uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde relatou um aumento de 83% nos casos de abusos sexuais de menores. Desse modo, fica evidente que a falta de politicas publicas por parte do estado, a omissão das famílias em realizar denuncias ou de se atentar as modificações comportamentais e a mitificação em relação a educação sexual por parte da sociedade, remete para a permanência dessa problemática.
Ademais, vale ressaltar que de acordo com a Secretaria Nacional dos direitos da criança e do adolescente, 94% das vitimas apresentam problemas psicológicos e emocionais associado ao trauma, como: transtorno pós-traumático, baixa autoestima, sentimento de culpa, distúrbios alimentares, depressão que colaboram para um mau desenvolvimento social, profissional e familiar. Dessa forma, para a educadora Erica Guerra, essas consequências acarretam em uma perspectiva negativa e distorcida do futuro.
Portanto, torna-se evidente a urgência de medidas que alterem o cenário vigente. Dessa maneira, cabe ao Ministério da saúde juntamente com os Conselhos Tutelares e Ministério da Educação realizar treinamentos com educadores em escolas e centros comunitários com o intuito de identificar as vitimas, como também disponibilizar psicólogos para auxiliar nas consequências dessa violência. Além disso, cabe ao Ministério da educação com as mídias sociais desmitificar a educação sexual, com o intuito de ensinar as crianças sobre o abuso sexual e como relatar isso a pessoas de confiança. Só assim, será possível preservar as crianças e adolescentes.