O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 19/05/2019
No limiar da década de 90, foi promulgado o Estatuto da criança e do adolescente, o que garantiu, em teoria, o respeito, a liberdade, e a garantia dos direitos inertes a todo ser humano para a juventude. Conquanto, quando infere-se dos desafios contra a pedofilia no Brasil, reitera-se que o ideal constitucional é constatado na teoria e não desejavelmente na prática, haja vista pelos altos índices de abusos contra crianças que sucedem em todo território nacional, negligenciando o ideal de infância. Isso ocorre em virtude da ausência de políticas públicas fortes contra tal crime, uma vez que o âmbito político não consegue assegurar estabilidade contra o crime, em consonância, pela insipiência humana, ao cometer tal ato. Por conseguinte, regressa em um imbróglio conspícuo hodiernamente.
Mormente, é indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas da problemática que assola a humanidade. Nesse sentido, extrai-se o escólio do filósofo Platão, o qual aduz que a sociedade moderna, conjuntamente com a política devem garantir o equilíbrio na população, todavia quando depreende-se de uma falha na esfera política ao cumprir os direitos inertes à juventude, rompe com o ideal platônico. Nesse contexto, majoritariamente famílias carentes sofrem com o crime, como alega a Universidade de São Paulo, infelizmente 7 em cada 10 abusos infantis acontecem com vítimas com vulnerabilidade econômica, afetando demasiadamente seu desenvolvimento e crescimento, como a falta de interesse em ir à escola ou praticar atividades do cotidiano.
Outrossim, destaca-se a insipiência humana como impulsionadora da problemática. Nesta análise, parafraseando o filósofo criticista do século XIX, Immanuel Kant, o qual alega que o corpo social hodierno deve agir em prol da ética que alicerça o bem comum, para garantir o pleno gozo de uma sociedade estável. No entanto,a insipiência humana ao cometer tal crime hediondo vai contra o pensamento kantiano, tendo em vista que muitos assédios acontecem, muitas vezes, com um membro da própria família. Como afirma o jornal " Estadão", alegando que a maioria dos pedófilos possuem algum parentesco com a vítima. Ademais, é inadmissível que uma sociedade declarada globalizada ainda perpetua atitudes que provocam retrocesso, problema ligado intrinsecamente com o Brasil.
Diante desse prisma, são imprescindíveis parâmetros que visam a atenuar os desafios contra a pedofilia no Brasil. Destarte, urge por parte do Ministério da Educação, alicerçado ao poder Executivo, veicular aulas, palestras e dinâmicas,com o intuito de conscientizar e acionar nas futuras gerações o poder de denúncia,por meio de profissionais que tenham experiência comprovada nesse cenário, para desenvolver o senso crítico nas crianças e adolescentes, para que saibam identificar o assédio. Por fim, a associação entre a política e conscientização social deverá estabelecer a prática do ECA.