O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 22/05/2019
Em “Deixando Neverland”, documentário de Dan Reed, as vítimas de abuso infantil do cantor Michael Jackson, relatam suas experiências e as dores que carregam até a vida adulta. Longe do mundo do entretenimento, o abuso sexual é um mal que assola milhares de crianças em todo o Brasil e que ainda prevalece pela omissão das escolas e grande parte dos responsáveis. Nesse sentido, convém analisarmos as consequências de tal atitude nefasta para a nossa sociedade.
Primeiramente, é válido ressaltar que a pedofília não é um ato atípico, crianças de todo o país são violentadas diariamente, porém, ao não saberem traduzir seus sentimentos, se calam. As escolas são negligentes ao não abordarem o tema com clareza e sensibilidade em suas aulas, já que para alguns alunos o ambiente escolar é um porto seguro. Consoante a frase de Immanuel Kant: “O homem é aquilo que a educação faz dele”, podemos crer que uma educação pautada em temas essenciais, pode mudar a forma com que futuros pais e parentes enxerguem o assunto.
Ademais, os familiares têm o dever de zelar pelas crianças e não confiarem cegamente em qualquer indivíduo. Segundo dados do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) 24,1% das agressões acometidas as crianças são feitas por pais ou padrastos e 32,2% são pessoas próximas as vítimas. A vigilância constante também deve abranger a internet, onde cada vez mais cedo os pequenos têm acesso, livres para desenvolverem novas habilidades, mas próximos de adultos mal-intencionados.
Portanto, é de suma importância que medidas concretas sejam tomadas. As escolas do país, em conjunto com o Ministério da Saúde, devem através de palestras e exibição de longas metragens educativos, evocar debates entre alunos e profissionais da saúde, para que as crianças e jovens entendam a necessidade de se abrirem e as consequências físicas e psicológicas do abuso sexual. Desta forma, uma sociedade mais informada e empática poderá surgir e fazer com que a totalidade das crianças não sejam destruídas pelo medo, a vergonha e o silêncio.