O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 13/07/2019

É possível, por intermédio da linguagem simples e coloquial do poema “Tinha uma pedra no meio do caminho” de Carlos Drummond de Andrade, fazer uma analogia a respeito da pedofilia. Nessa conjuntura, a problemática atua e repercute no cotidiano dos brasileiros como um verdadeiro obstáculo social a ser superado. Contudo, percalços como a inoperância estatal e a irresponsabilidade familiar dificultam sobrepujar dessa adversidade.

De início, é importante pontuar que as políticas públicas têm papel fundamental na superação desse revés. Segundo Aristóteles, o Governo deve, acima de tudo, garantir o bem-estar da sociedade. Porém, por vezes, nota-se o descaso das autoridades públicas em relação ao combate à pedofilia. Esse desdém é evidenciado mediante os dados divulgados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), os quais revelam que no ano de 2016, ocorreram 13 mil atendimentos à crianças, que tinham entre 0 e 14 anos, vítimas de estupro. Nesse sentido, a inércia governamental fere os princípios aristotélicos, haja vista que a não adesão de medidas, realmente efetivas, contra a praxe criminosa da pedofilia pode causar danos à integridade física e psicológica das crianças, sobretudo à sociedade.

Ademais, a falta de responsabilidade de algumas famílias, no que se refere ao monitoramento dos sites que seus filhos frequentam, contribui para a acentuação da problemática. O crescimento e a difusão exponencial das novas tecnologias e do livre acesso à informação teve como consequência a formação de uma nova problemática da era moderna, a pedofilia virtual. Nesse cenário, o pedófilo virtual, em muitos casos, utiliza de jogos onlines, sites de bate-papo e até mesmo as redes sociais para conquistar a confiança e consequentemente fazer suas vítimas. Dessa forma, é imprescindível que medidas sejam tomadas para reverter essa realidade vigente.

Conclui-se, diante do exposto, que questão da pedofilia ainda é um problema a ser resolvido. Sendo assim, com a finalidade de minimizar, se possível erradicar esse mau, urge que o Superministério da Justiça, por meio da captação e excelente optimização dos recursos enviados pelo Estado, promova, em todo o país, investigações inteligentes, isto é, agentes que desempenhem a função de vítima, no âmbito digital, com o intuito de descobrir e punir os pedófilos que usam esses meios para fazer vítimas. Ainda assim, parte da verba deverá ser aplicada à criação de propagandas de cunho nacional com o objetivo de informar à população sobre o perigo invisível, que é a pedofilia.