O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 13/07/2019
Surgida no idioma suaíle e apresentada no filme “O Rei Leão”, da Disney, a frase “hakuna matata” representa uma filosofia de vida na qual o principal objetivo a ser alcançado é a felicidade, em que seus seguidores devem deixar de lado transtornos e preocupações e se concentrar apenas em ser feliz. Longe das telinhas, porém, muitas crianças e adolescentes não conseguem atingir a tão sonhada meta, em virtude de abusos sexuais sofridos por familiares ou desconhecidos, principalmente devido à postura inadequada dos responsáveis pela criança e a falta de atenção do Estado à questão. Portanto, medidas são necessárias de imediato para que uma sociedade mais justa seja alcançada.
A pedofilia, ou seja, a violência sexual em menores de idade por um adulto, vem assolando muitos lares pelo Brasil, com elevados índices pelo país, atingindo cerca de 35 mil casos por ano, segundo o jornal “O Globo”. Inicialmente, um entrave para o combate aos abusos é o desleixo dos pais em relação a problemática, em que muitos deles devido ao enorme número de compromissos ao longo do dia, conceito abordado pelo sociólogo Georg Simmel como intensificação da vida nervosa, não têm tempo de sobra e acabam por não perceberem atitudes de seus filhos que possam indicar problemas. Segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, uma em cada cinco jovens de até 18 anos já sofreram assédios na infância. Tais dados revelam a dimensão do problema, que poderia ser evitado com uma maior atenção dos adultos ao comportamento dos pequenos.
Além disso, outro desafio enfrentado pelas vítimas de crimes sexuais na infância é a inobservância estatal, uma vez que os processos penais quando denunciados levam muito tempo até serem concluídos, devido a grande burocracia que envolve a justiça brasileira. Com o enorme tempo de espera até a condenação, muitos criminosos continuam à solta e fazem mais vítimas até serem efetivamente presos. Ademais, a falta de apoio e disponibilização de tratamento às vítimas desses crimes atua como principal agravante da situação, já que muitas famílias não possuem condições financeiras para arcar com os custos de sessões com psicólogas ou demais métodos de tratamento. Dessa forma, são obrigadas a conviverem quase que por toda a vida, com o traumas da infância.
Destarte, para que os índices de pedofilia no Brasil caiam, é necessário que o governo federal, em parceira com universidades públicas, desenvolva palestras gratuitas noturnas de conscientização dos pais sobre a importância do diálogo familiar, e como estar atento à alterações suspeitas no comportamento dos jovens, através da presença de docentes dos cursos de psicologia, fazendo com que os o ambiente familiar melhore e os casos diminuem. Em adição, o Estado deve desburocratizar os processos penais e oferecer tratamento gratuito à população, de maneira a reverter a situação atual.