O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 02/08/2019
Na antiga Esparta, era comum que que os jovens sendo preparados para o exército fossem abusados por seus mestres. Embora milênios tenham passado desde a antiguidade, ainda hoje a pedofilia ocorre, e é um grave problema social a ser combatido no Brasil.
Assim como na antiga Grécia, os casos de abuso hoje normalmente são cometidos por pessoas próximas das vítimas. Ainda que no imaginário popular seja predominante a imagem do estuprador escondido no beco que sequestra crianças para abusa-las, na verdade, dados da Organização mundial da saúde indicam que boa parte dos abusos são causados por parentes ou conhecidos da vitíma. E, muitas dessas crianças sequer entendem o que está acontecendo.
Em adição de estarem desprotegidas no ambiente familiar, recorrentemente as crianças são ameaçadas por seus agressores para que não contem a ninguém sobre o abuso. Além disso os pedofilos dizem que ninguém acreditarias nos jovens caso denunciassem o crime. E, de fato vítimas de estupro não raramente são desacreditas.
Além disso, alguns jovens contam aos outros sobre o abuso e são culpabilizados. Como no livro “Não conte para mamãe”, no qual a autora Toni Maguire relata sua infância, durante a qual era abusada sexualmente pelo pai. E, quando contou à mãe sobre o que acontecia, esta a culpou e mandou que a garota mantivesse segredo. A história dessa autora é o retrato de milhares de outras pessoas.
Como grande parte dos casos de pedofilia são causados por conhecidos das vítimas, é essencial que elas tenham a quem recorrer fora da família. Por isso é necessário que o Ministério da Educação insira aulas de educação sexual na grade curricular desde o ensino primário, assim as crianças saberão quando algum adulto fizer algo indevido com elas e poderão também recorrer a professores por ajuda. Desse modo o crime contra a infância que perdura desde a antiguidade poderá ser evitado futuramente.