O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 20/08/2019
A constituição Federal de 1988 dispõe que a segurança pública é dever do Estado. Esse artigo constitucional sofre desafios, já que assegurar crianças e adolescentes da pedofilia não tem sido fácil no país. Indo ao encontro com esse problema, há dificuldades como debater sobre a violação infanto-juvenil e o impasse em reconhecer os pedófilos, que se encontram em diversas faces. Nessa perspectiva, urgem ações que venham a mitigar essa mazela que acomete crianças e adolescentes no cenário brasileiro.
Em primeiro plano, cabe ressaltar a falta de preparo das famílias e da própria vítima em identificar e denunciar os casos. Dados do Disque Cem, apontam que em 2013, 87 denúncias de violência sexual eram registradas por dia, principalmente sobre casos que o agressor era conhecido da vítima ou da família dela. Ou seja, o pedófilo em grande parte, é presente na rotina do abusado, o que implica na denúncia dos casos pela questão do medo, persuasão, e até mesmo o pensamento positivo que a vítima e seus familiares tem para com o abusador. Sendo assim, a vítima torna-se reclusa do meio social, apreensiva, e com receio de falar o que está acontecendo. Dessa forma, é de suma importância o hábito de conversas no âmbito familiar a fim de orientar crianças e adolescentes de possíveis abusos, no intuito de reconhecer e procurar ajuda, evitando, assim, a realização do abuso infanto-juvenil.
Outrossim, vale frisar as redes sociais como um facilitador para a ação dos pedófilos. Com o advento da revolução tecnológica, no século XX, a sociedade está cada vez mais antenada, mas, infelizmente, há quem use o progresso tecnológico para o mal. Muitos pedófilos criam perfis e páginas falsas no intuito de enganar crianças e adolescentes para realizador abuso sexual, marcando encontros, pedindo fotos e mantendo conversas de cunho abusivo, iludindo diversas pessoas. Nesse contexto, é imperioso os responsáveis pelos menores, terem acesso à todos os dados acessados, para que possam perceber se há algum risco de pedofilia.
Diante o exposto, observa-se que há a necessidade da sociedade estar atenta no que diz respeito a pedofilia. O Estado, precisamente o Ministério da Educação (MEC), em parceria com as famílias dos estudantes, deve incluir nas grades curriculares das escolas, aulas e palestras sobre educação sexual, para que através destas, crianças, adolescentes, pais e responsáveis, sejam capazes de identificar todo e qualquer ato de pedofilia. Ademais, a fiscalização dos conteúdos acessados pelas crianças devem ser um hábito constante dos seus pais, para que possam estar por dentro daquilo que é conversado nas redes sociais e com quem ela se relaciona, visando, com isso, minorar os casos de pedofilia e, consequentemente, assegurar à sociedade desse problema.