O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 30/08/2019

Segundo o filósofo Benedetto Croce, a violência nunca poderá ser criadora, apenas destruidora. Paralelo a este pensamento, pode-se entender o abuso sexual infantil como algo violento e destrutivo, uma vez que o mesmo é capaz de afetar o desenvolvimento de inclusão social de forma traumática e irreversível. Diante disso, se faz necessário o debate voltado para o combate à pedofilia no Brasil e suas consequências.       Primeiramente, é de suma importância destacar que muitas crianças não sabem reconhecer a prática de violência sexual. Isso se deve à falta de conhecimento sobre o assunto, visto que as mesmas não têm a consciência de que são violentadas, porém não se sentem confortáveis no momento em que suas partes íntimas são tocadas por alguém. Assim, apresentam a dificuldade de relatar os acontecimentos para os pais, bem como a existência de obstáculos na inclusão no meio social devido ao medo e à culpa.

Em segundo lugar, é relevante ressaltar que, a maioria dos casos de pedofilia, são cometidos por pessoas de constante convívio com as crianças. De acordo com os dados divulgados pelo SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), 26,4% dos abusos denunciados foram cometidos por amigos ou conhecidos das vítimas, que apresentavam de zero a nove anos de idade. Além disso, na maioria dos casos, os acusados são do sexo masculino, com chance de serem os próprios pais, tios ou avós das mesmas.

Portanto, urge que o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação e do Estatuto da Criança e do Adolescente, promova leis onde tornam-se obrigatórias as aulas interdisciplinares nas escolas voltadas para a educação sexual dos alunos, com o objetivo de conscientizá-los acerca da identificação de abuso sexual. As famílias, por sua vez, recebem o papel de monitorar o contato dos filhos com os adultos, independentemente do local, a fim de evitar a violência contra a criança. Feito isso, a violência não terá capacidade para afetar a saúde mental das crianças.