O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 06/09/2019

O sociólogo Durkheim postulou o termo “anomia social” para se referir ao estado de caos na sociedade, o qual se aplica à questão da pedofilia no Brasil. Nesse sentido, é notório que a falta de autonomia da criança a respeito do seu corpo e a dificuldade dos adultos em dialogar com esses menores corrobora para o recrudescimento dessa mazela social. Ademais, vale ressaltar que o ambiente virtual é um meio de propagação e estimulo a esses conteúdos.Por isso, medidas que alterem essa situação são cruciais.

Nesse contexto de pedofilia, segundo o Atlas da Violência, 70% das meninas abusadas têm entre 0 e 17 anos. Diante do exposto, tal dado reitera a relevância da educação sexual, porque, por meio dela os menores adquirirão saber acerca do que realmente é carinho. Haja vista que de acordo com a Polícia Federal (PF) 90% dos abusos sexuais são cometidos por entes próximos com os quais há relação de confiança. Desse modo, a reformulação no ensino é essencial para passar esse assunto aos infantis de maneira clara, ao exibir o que é carinho e que as coerções que impedem a criança de contar o abuso são inválidas. Além disso, é imprescindível que os responsáveis busquem maneiras de conversar e não por em dúvida as queixas desses seres. Assim, gradualmente será possível mudar esse quadro.

Ainda nesse viés de combate à pedofilia, consoante ao Estatuto da Criança e do Adolescente, uma das formas dessa prática criminosa esta na exploração sexual, que consiste na troca comercial de indivíduos menores de idade. Não súbito, o consumo de conteúdos sexuais na internet impulsiona a indústria pornográfica, que passa a explorar crianças para satisfazer sexualmente esses bandidos. Consequentemente, a PF constatou em operações de captura a essas pessoas que, 1 a cada 5 pedófilos afirmou ter saído do mundo virtual pelo menos uma vez. Destarte, ações para verificar com agilidade quem assiste a produções afins, além de tomar as medidas judiciais cabíveis com mais eficácia, poderá promover tratamento psicológico a esses criminosos mais rapidamente, a fim de evitar mais vitimas. Em adição, a PF salienta que as fronteira há muita exploração de menor, pois a defasada fiscalização auxilia essa ação. Dessa maneira, é preciso lutar contra essa mazela.

Portanto, faz-se necessário que o Estado atue por meio dos Ministérios da Educação (MEC) e Justiça (MJ) e Saúde (MS) ao fornecer palestras, discussões e divulgação midiática comandada por especialistas na área, sobre os sinais de um possível abuso, a forma de dialogo e transmissão de confiança as crianças, além da capacitação dos professores para tratar o assunto, de maneira a tornar o individuo autônomo do seu corpo. Em soma, o fomento desses ministérios nas universidades para a criação de programas de descoberta de criminosos na web e mais policiais nas fronteiras ajudará na captura e clinica psicológica dos pedófilos. Assim, paulatinamente, conseguir-se-á combater a pedofilia.