O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 28/09/2019
Segundo o SINAN - Sistema de Informação de Agravos de Notificação - cerca de 9.919 casos de abusos sexuais a jovens entre 10 a 19 anos são registrados ao ano no Brasil. Isso mostra o quão altas são as taxas de pedofilia, cujos, principais casos ocorrem dentro de suas residências ou virtualmente.
Em primeiro lugar, urge analisar que a exploração sexual infantil atinge com ênfase o sexo feminino. Nesse sentido, nota-se que 72,5% das vítimas são meninas de 0 a 9 anos de idade, afirma SINAN. Com isso, suas infâncias são brutalmente marcadas por traumas psicológicos, os quais refletem totalmente em suas ações e posicionamentos. A novela " O outro lado do paraíso", exemplifica muito bem o problema enfrentado por Laura, a jovem de 20 anos, abusada por toda a sua infância pelo padastro e os desafios que ela enfrentou para reprimir as marcas da violência sexual.
Contudo, além da pedofilia doméstica, também há a virtual. O século XXI (21) é a nova era tecnológica, mediante a isso, as crianças estão obtendo acesso ao mundo digital precocemente o que as colocam em risco. Cerca de 43% casos de pedofilia são virtuais, os quais, por muitas vezes, os pais não sabem que o filho participa de sites online, onde acontece esse tipo de relação entre os usuários. Dessa forma, muitas crianças são induzidas pelos agressores a mandarem fotos e videos nus que são publicados como conteúdo sexual.
Portanto, torna-se evidente que é através da educação que a pedofilia será coibida. Por isso, cabe ao Ministério da Educação introduzir palestras nas escolas sobre como usar de forma segura a internet e como é de extrema importância dialogar com os pais sobre tudo o que acontece dentro e fora de casa. Além disso, o Estado deve intervir com leis severas a quem realiza atos pedófilos, para que assim, as crianças possam, principalmente as meninas, usufruírem de sua infância sem medo dela ser interrompida por algum ato irreversível.