O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 26/09/2019

A música de Toquinho “Que bom ser criança”, exibe como é uma infância saudável e como ela é capaz de estruturar um indivíduo do bem com boas memórias. Em uma situação inversa, milhares de crianças no Brasil são privadas disso todos os dias pelos crescentes casos de pedofilia no país. Logo, é evidente a configuração de um problema que urge ser solucionado, não só pela dificuldade da vítima em reconhecer o abuso, mas também pela grande reincidência do crime devido a falta de tratamento nas prisões.

Primordialmente, o fato da pedofilia ainda ser pouco discutida na sociedade impulsiona o abuso. Sob tal ótica, os crimes acontecem muitas vezes por pessoas próxima dos menores, e a falta de instrução da escola e da família colabora para que o abuso se repita diversas vezes sem que a criança saiba do que se trata, afinal a maioria delas não tem conhecimento do que está passando, e consequentemente não relata os episódios a um adulto que confie. O filme “Preciosa”  relata justamente a realidade de uma garota que era abusada pelo seu pai e como isso deixa marcas irreparáveis ao longo de sua vida. Esse contexto, embora seja assustador, é muito comum no Brasil atual.

Além disso, a negligência de tratamento psiquiátrico aos criminosos impulsiona a reincidência do crime. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a pedofilia se trata de uma doença psiquiátrica e assim necessita de tratamento. Nesse sentido, a falta disso nos presídios colabora para que os infratores voltem a cometer os abusos assim que acabam de cumprir suas penas, transformando isso em um ciclo sem fim e enquadrando o país em uma posição insustentável em pleno século XXI.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para a resolução do problema. É dever do Ministério da Educação juntamente com a mídia promover palestras nas instituições de ensino, além de exibir campanhas na televisão que busquem orientar as crianças de uma forma educativa sobre quaisquer episódios que se assemelham com o crime, orientando-as a contarem para um adulto, para que a incidência do crime diminuam gradativamente no país. Ademais, o Ministério da Saúde deve tornar obrigatório o tratamento psiquiátrico dentro dos presídios aos infratores, para que seja possível que o indivíduo não reincida, impedindo que isso se torne de fato um ciclo sem fim. Só assim, o mal será cortado pela raiz e as crianças do país terão a infância análoga à canção de Toquinho.