O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 22/10/2019
Na novela “O outro lado do Paraíso” é contada a história, baseada em fatos reais, de uma menina, com o nome fictício de Laura, que tinha medo de tartarugas. Após a evolução do enredo, foi revelado que ela não tinha um simples trauma do animal, e sim que era molestada pelo seu padrasto, no qual a figura da tartaruga, seu brinquedo de infância, era a única coisa não reprimida em sua memória. Sob tal ótica, fora da ficção, o contexto problemático abordado resume os casos de pedofilia no Brasil: pelo ocultamento do ocorrido devido a sérios problemas psiquiátricos ou medo de buscar ajuda, a criança ou adolescente fica refém do abusador.
Outrossim, o filósofo Freud aborda em sua teoria psicanalista a existência do “Id”, uma instância cerebral que é reprimida constantemente pela consciência do indivíduo em consequência de um trauma, em que, na maioria das vezes, é sofrido na infância. Desse modo, as crianças que passam por agressões físicas e psicológicas demonstram, através de seu comportamento cotidiano, sinais que nem sempre são percebidos pelos pais e, se percebidos, não são devidamente tratados.
Além disso, os pedagogos tem o papel definitivo para a percepção de atitudes infantis fora do padrão. Nesse aspecto, para a formação de um ser sociável, a interação tanto dentro da zona familiar quanto na escola é indispensável, porém o âmbito de ensino peca na educação sexual, principalmente para crianças na pré-escola. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 70% dos casos de abuso contra crianças acontece dentro de casa. Assim, a desinformação impede jovens de ter sua autodefesa, pois o agressor usa a inocência e a falta de ajuda de outras pessoas fora do domicílio para praticar o crime.
Em suma, é evidente a necessidade da conscientização dos responsáveis sobre sinais que crianças e adolescentes podem demonstrar sobre possíveis abusos e a melhoria da educação sexual nas escolas. Portanto, é indispensável o Estatuto da Criança e do Adolescente promover propagandas, em associação com o Governo Federal, alertando perigos de possíveis mudanças comportamentais dos jovens. Por fim, o Ministério da Educação deve inserir na matriz pré-escolar e escolar uma matéria com assuntos que norteiam a conscientização sexual, possibilitando, através disso, que a criança entenda as atitudes que são consideradas abusivas.