O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 01/11/2019
’’ No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho’’. De maneira análoga, através desse trecho do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, vê-se que a pedofilia se configura como um obstáculo na vida de muitos Brasileiros no século XXI, tornando necessárias medidas que resolvam definitivamente a questão . Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: a função da negligência do dispositivo legal, e o comportamento omisso das instituições formadoras do indivíduo.
Em primeiro lugar, cabe pontuar que a negligência da postura governamental diante da prática da pedofilia promove o ato desumano contra crianças e adolescentes. Conforme, o sociólogo Émile Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar. Comprova-se, ainda, através do artigo 217 do Código Penal, o qual prevê a pena de reclusão a quem comete tal delito, no entanto, a norma não é totalmente eficaz, uma vez que esses menores não são plenamente protegidos e se tornam vulneráveis em diversas esferas sociais. Diante dessa situação, é inadmissível que a lei persista de forma falha e ineficaz na Pátria. Como resultado, o fortalecimento desse tipo de pensamento de negligência é transmitido de pessoa a pessoa e agrava o problema no Brasil.
Ademais, cabe mencionar, que a inação das instituições formadoras do indivíduo coadjuva ao exercício da pedofilia. Isso porque, devido aos tabus e à falta de direcionamento apropriado, a vítima apresenta alguns sintomas – como um semblante triste e um comportamento retraído – que, muitas vezes, não são assistidos pelos pais e pela escola. Em consequência, as crianças e os adolescentes acaba desenvolvendo transtornos psicológicos, como aborda o filme " Confiar “, que mostra os problemas emocionais vivenciados por, uma adolescente vítima de abuso. Posto isso, é inaceitável que a massa infante não receba a orientação pedagógica adequada.
Portanto, a prática da pedofilia é um empecilho que deve ser mitigado com celeridade. Para tanto, cabe ao Estado, em parceria com o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, propor leis mais severas para aqueles que não as cumprem , por meio do aumento da pena para pedófilos, com o fito de resguardar a imagem de crianças e adolescentes e proteger esses indivíduos dessa barbaridade. Ademais, as instituições escolares, como formadoras de ideias, devem realizar seminários e debates, com psicólogos e agentes policiais, que orientem pais e alunos acerca dos efeitos psicológicos do abuso e incentivem a denúncia, com o intuito de superar o tabu que envolve a pedofilia. Com efeito, somente assim, poderemos presenciar uma sociedade no intuito de tirar todas as pedras do meio do caminho.