O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 17/04/2020

O livro “Lolita”, do russo Vladimir Nobokov, narra a estória de Humbert, um homem de meia-idade, o qual abusava sexualmente de uma menina de 12 anos. Por conseguinte, o filósofo grego Aristóteles afirmou: “A arte imita a vida”. Dessarte, como na narração russa, a pedofilia no Brasil é uma realidade, a qual necessita ser discutida em busca de soluções.

Em primeira análise, muitas crianças brasileiras são vítimas de abuso sexual em seus lares, por aqueles que deveriam protegê-las. Destarte, corroborando com essa proposição, segundo o Sistema de Informações de Agravos de Notificação, 7 a cada 10 casos de abusos contra a população infantil, são praticados por familiares ou conhecidos da vítima. Nesse cenário, elucida-se que esses jovens encontram-se desprovidos de amparo familiar, cabe, então, ao Estado ajudá-los.

Ademais, diversos pedófilos utilizam a internet para seduzir crianças. Nesse contexto, como no filme estadunidense “Confiar”, no qual, uma adolescente foi seduzida e molestada por um homem que conheceu em uma rede social, milhares de crianças encontram-se expostas a ataques de predadores sexuais. Dessa forma, parafraseando o filósofo Thomas Hobbes, a falta de uma lei de vigilância no acesso juvenil à internet, deixa abusadores livres para cometerem atrocidades.

Diante dos expostos, indubitavelmente, temos um longo caminho para acabar com a pedofilia no Brasil. Primeiramente, o Ministério da Educação e Cultura deve disponibilizar psicólogos em  todas as escolas do país. Tais profissionais serão responsáveis por identificar vítimas de abuso sexual. Após isso, a polícia deverá ser notificada, o agressor será investigado e preso. Por fim, a criança molestada receberá tratamento psicológico para lidar com a situação. Outrossim, o governo deve oferecer incentivos fiscais para que empresas de tecnologia, como a Google, desenvolvam aplicativos de vigilância de conversas de crianças pela internet. Por exemplo, um responsável pela criança baixará o aplicativo para ter acesso ao nome das pessoas que conversam com essa. O objetivo dessa ação será alertar o público infantil sobre possíveis ataques. Dessa forma, protegeremos as nossas crianças e adolescentes.