O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 10/05/2020
Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoísta e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebem-se aspectos semelhantes no que tange a questão do combate à pedofilia no Brasil. Nesse contexto, torna-se evidentes como causas a impunidade, bem como a falta de empatia.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a impunidade presente na questão. Nessa perspectiva a máxima de Martin Luther King de que “A injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar” cabe perfeitamente. Desse modo, tem-se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência do sentimento de insegurança coletiva no que tange a pedofilia.
Além disso, a pedofilia encontra terra fértil na falta de empatia. Na obra “Modernidade líquida”, Zygmunt Bauman defende que pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, há, como consequência a falta de empatia, pois, para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apenas para si. Essa liquidez que influi sobre a questão da pedofilia no Brasil funciona como forte empecilho para sua resolução.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, o MEC juntamente com o Ministério da Cultura deve desenvolver palestras em escolas, para alunos do ensino fundamental e médio, por meio de entrevistas com vítimas do problema, bem como especialistas no assunto. Tais palestras devem ser web conferenciadas nas redes sociais dos ministérios, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o combate à pedofilia no Brasil e atingir um público maior. Por fim, ressalta-se a relevância de resolver a problemática no momento atual, pois de acordo com Platão, o primeiro passo para mover o mundo é mover a si mesmo