O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 09/09/2020
O filme “Um olhar do paraíso” narra a história de Susie Salmon, uma menina de 14 anos que foi estuprada e morta pelo seu vizinho. Ao se focar no momento atual, sabe-se que a pedofilia é uma realidade brasileira, na qual muitas crianças são violentadas de forma direta e indiretamente e em alguns casos são julgadas por tal ato, por exemplo, a menina de 10 anos que engravidou do tio por ser estuprada no Espírito Santo e ainda foi chamada de assassina por interromper a gravidez, de acordo com G1. Ora, uma atmosfera de desleixo e, sobretudo, negligenciamento dessa área.
Essa assertiva deriva, em especial, da pífia ação da família nessa esfera. Na ótica do filósofo Foucalt, defende em sua obra “Vigiar e Punir”, que na sociedade pós-moderna, alguns temas são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. Nessa perspectiva, nota-se uma lacuna no que se refere à exploração sexual de menores que tem sido ocultada, pois muitas vezes essa atuação vem da própria parentela sobre suas crianças e adolescentes, gerando transtornos irreversíveis para o indivíduo. Logo, um âmbito familiar sem amparo para frear essa mazela
Por sua vez, outro agravante dessa temática é o papel apático do Poder Público. Partindo dessa lógica, o sociólogo John Locke, o qual construiu a tese de que os indivíduos cedem confiança ao Estado que, em contrapartida, deve garantir o direito a coletividade. Nessa esteira, a ideia de Locke está distante da realidade vivenciada no Brasil, haja vista a ausência de iniciativas das autoridades em garantir a segurança e conter os atos de violência dessa agrura, isto é, em manter toda a proteção necessária para o olhar coletivo que padece com essa problemática. Assim, o Governo deve abdicar da ação de inércia, com o fito de haver melhorias.
Infere-se, portanto, que nessa assertiva a parentela deve em parceria ao ambiente escolar procurar estancar essa mazela, por meio de um ampliamento do conhecimento acerca desse assunto e, por tabela, através de palestras educativas inseridas nessa causa, a fim de fomentar a consciência coletiva e evitar essas tragédias. Ademais, o Estado precisa efetivar uma política de segurança mais eficaz para a pedofilia, por intermédio de punições e penas mais severas e, por extensão, estimular o número de denúncias, com o intuito de barrar o percusso de todo o caos. Desse modo, para que acontecimentos como retratado no filme “Um olhar do paraíso” seja apenas uma obra cinematográfica.