O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 17/08/2020

A pedofilia gera traumas físicos e psicológicos, pode transmitir doenças e vir de quem menos se espera. A omissão da educação sexual e amparo às vítimas pelo governo contribui ainda mais para que esse ato nefasto perpetue na sociedade brasileira.

O psicólogo Jean Piaget diz que um dos principais objetivos da educação é formar indivíduos que critiquem e não aceitem tudo o que lhes é proposto. A educação sexual nas escolas brasileiras faria jus a esse pensamento, pois as crianças seriam capazes de criticar e identificar ações de teor pedófilo, o que dificultaria o ato de pudor contra colegas e elas mesmas. Esse tipo de ensinamento também incentivaria pais e outros familiares dos pequenos a conversarem sobre o tema, além de os deixarem mais alerta sobre quem são as pessoas que os menores convivem, de modo que existiria um policiamento mais reforçado, tanto no meio real quanto no meio digital. A pedofilia virtual se fortalece a cada dia e é um assunto um tanto desconhecido das famílias, cenário que seria diferente com a orientação sexual nas escolas.

Contudo, como a maioria das crianças não têm acesso a esse tipo de educação, acabam vítimas de tal crime perverso. De acordo com o texto Pedofilia e Suas Consequências à Vítima, os danos podem ser de dois tipos: físicos e psicológicos. O físico provoca dores nas regiões íntimas, hemorragias, hematomas e podem ser usados como forma de controlar e intimidar a vítima. Em casos mais graves pode haver a transmissão de doenças e até gestação. Já as sequelas psicológicas podem determinar um comportamento antissocial ou diferente. E nesse sentido, o governo brasileiro não apresenta um sistema de amparo efetivo à vítima, não demonstrando importância à elas.

Portanto, para que essa situação mude, é necessário que o Ministério da Saúde invista num programa de apoio psicológico àqueles que sofreram abuso infantil, de modo que esses cidadãos possam continuar suas vidas normalmente, minimizando seus traumas. Ademais, o Ministério da Educação deve ofertar aulas de educação sexual como disciplina obrigatória para os jovens e crianças, para que dessa forma elas possam identificar um possível abusador e saírem da situação. Assim, os pequenos brasileiros estarão mais seguros.