O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 27/08/2020
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, pedofilia é caracterizada como uma doença psicológica. Partindo desse princípio, é possível afirmar que o governo brasileiro não só falta com apoio às crianças, tanto na prevenção quanto após o abuso, mas também aos pedófilos, que não vão se recuperar dessa condição mental na prisão.
Primeiramente, a respeito dos menores, é necessário destacar alguns pontos. Ensinar os pequenos brasileiros a se prevenirem é muito importante, porque dá a eles a habilidade de identificar um ato de violação contra seus corpos, o que condiria com a ideia do psicólogo Jean Piaget, de que a educação tem como papel formar indivíduos críticos, que questionem o que lhes é proposto. Entretanto, o Estado não disponibiliza aulas de educação sexual na rede pública de ensino. Outro aspecto a ressaltar é a precariedade no apoio psicológico aos meninos e meninas vítimas de abuso sexual: falta de funcionários no Sistema Único de Saúde (SUS) e baixo incentivo à procura por tratamento são fatores desmotivantes a eles.
Por outro lado, o pedófilo também necessita de assistência. É importante pontuar que nem todo pedófilo é um abusador de vulnerável, basta que exista a atração sexual. Por esse motivo, muitos desses indivíduos têm receio de serem julgados ao consultarem um profissional, optam por não receberem ajuda, que é baixa ou inexistente no SUS, e futuramente tornam-se estupradores de crianças. Já os que cometeram tal crime nefasto não vão parar de fazê-lo apenas porque foram presos. Para que isso não aconteça novamente é preciso que, além do afastamento temporário da sociedade, sejam internados até estarem reabilitados.
Por conclusão, o Ministério da Saúde deve implementar, por meio do SUS, um sistema de apoio psicológico, juntamente com personalidades influentes entre as crianças para sua campanha, tanto para as vítimas quanto para os pedófilos. Assim, as crianças receberão o auxílio que merecem para poderem dar continuidade às suas vidas de maneira saudável, bem como os transtornados psicologicamente em questão. Por fim, é necessário que o ministério da educação inclua no ensino público aulas de educação sexual, para que assim os jovens brasileiros possam evitar esse grande trauma.