O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 20/08/2020
Em agosto de 2020, o Brasil se encontrava em estado de choque e em todas as mídias se falava do mesmo assunto. Uma criança de 10 anos vinha sofrendo abuso sexual de seu tio desde os quatro anos de idade e se encontrava grávida. Nesse sentido, no que se refere à questão do combate à pedofilia no Brasil, percebe-se a configuração de um grave problema em virtude da falta de instruções às crianças referentes aos abusos sexuais e do déficit de politicas públicas no combate à doença pedofilia.
Primeiramente, é importante ressaltar que a educação sexual em escolas não é sinônimo de ensinar o ato sexual. Em 2012, o Sistema Nacional de Atendimento Médico (SENAM) registrou 7.592 mil casos de violência sexual, sendo 70% dos casos violentados por membros da família. Visto que a pedofilia se trata de abuso sexual em crianças, evidentemente elas não têm conhecimento de tal ação, consequentemente não sabendo que tem direto à ajuda e que não deve aceitar que isso aconteça. Ao ser vítima do abuso, a criança se fecha para todo tipo de pergunta, ficando insegura e com medo, sem saber como ou se deve pedir ajuda.
Além disso, outro problema muito alarmante são as maneiras que o governo lida com a doença pedofilia. Mesmo com o artigo 244-A do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) que condena o agressor de 4 à 10 anos de prisão, outras medidas devem ser tomadas. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) a pedofilia é um transtorno psicológico, que consequentemente não será curado apenas com alguns anos de prisão. Doenças psicológicas precisam de tratamento específico, acompanhamento e em alguns casos medicação, para então chegar a sua devida cura.
Portanto, para combater à pedofilia, medidas precisam ser tomadas. Faz-se necessário que o Governo Federal, juntamente com os Governos Estaduais, Municipais, Conselho Tutelar e escolas criem projetos publicitários e práticos para crianças, adolescentes e pais, contando com palestras explicativas e médicos para ensinar de forma pedagógica sobre a educação sexual, a fim de conscientizar toda a família sobre esses atos. Deve-se também implantar tratamentos psicológicos em prisões para que haja a cura eficaz do pedófilo. Assim, talvez casos como o da criança de 10 anos pare de acontecer.