O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 26/10/2020

Conforme cita a Biologia, durante um mês, há a produção, no sexo masculino, de milhões de espermatozóides para contribuir na fecundação. Já, no sexo feminino, é produzido somente um óvulo para ser fecundado. Sob essa perspectiva, os homens tendem a liberá-los, constantemente, para satisfazer tal necessidade, contudo, muitos encontram formas ilícitas, como exemplo, exploração, abuso e estupro de menores. Para além, a falta de posicionamento da população brasileira aliado à falta de informações expositivas contribuem com o aumento desse crime.

Antes de mais nada, o filme “Lolita”, retrata o relacionamento de um homem de 35 anos com uma menina de 12, com o intuito de que seria romântico e protecionista. Fora da ficção, analogamente, muitos cidadãos carecem de posicionamento, uma vez que, em uma “pegadinha” do programa Silvio Santos, é interpretada a pedofilia nas ruas e não há, pela maioria dos telespectadores, atitudes ao realizarem denúncias. Entretanto, com a campanha “Maio laranja”, houve intensa mobilização de variados influenciadores digitais ao adotarem, nas fotos de perfil, a cor laranja como combate à pedofilia. Decorrente a isso, de acordo com o “G1.com”, de 2020, as denúncias cresceram. Logo, apesar de a mídia estar vinculada, a falta de posicionamento de muitos cidadãos perante o cenário brasileiro é, demasiadamente alto.

Ademais, a falta de informações às crianças e adolescentes devem ser reformuladas. Dessa forma, como cita, o filósofo John Locke: “O ser humano nasce como uma folha de papel em branco”, ao indicar que as crianças não aprendem nada se não for a elas, ensinado. À vista disso, a omissão do diálogo sobre sexo entre pais e filhos permanece nos dias atuais. Nesse contexto, o livro “Morri para viver”, de Andressa Urach, retrata os relatos abusivos, dos 8 aos 12 anos, do tio e avô da mesma, uma vez que ela carecia de informações. Sendo assim, é cabível que haja propostas educacionais para transmitir o poder, desde pequeno, sobre o corpo.

Em suma, portanto, deve-se solucionar os impasses. Para isso, o Ministério da Saúde, em parceria com os Concelhos Tutelares de todo o Brasil, deve elaborar instruções imperativas à população e às crianças com informações recolhidas de denúncias, por meio de veículos comunicacionais, a fim de que possam contribuir com a diminuição de casos de pedofilia, para, assim, colaborarem com uma sociedade que atenda a justiça.