O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 11/09/2020
Sob a ótica do filósofo existencialista Jean-Paul Sartre, a violência é sempre uma derrota, seja qual for a maneira como ela se manifesta. Com efeito, percebe-se que o cenário brasileiro atual alude à premissa de Sartre uma vez que a pedofilia representa uma violência à dignidade infantil. Nesse contexto, faz-se urgente avaliar o papel da mídia e o descaso governamental.
Nessa perspectiva, é lícito postular o papel midiático na sexualização de menores. Historicamente, sabe-se que durante o Renascimento a imprensa tomou forma e difundiu os ideais dos renascentistas à população. Similarmente, a mídia ainda possui um amplo alcance social – e, portanto, influência – no Brasil. Sendo assim, a inserção de elementos infantis em sites pornográficos, o exibicionismo de artistas nas redes sociais e artigos que ensinam como garotas devem se portar em situações sexuais normalizam a pedofilia, visto que a criança é vista como possuidora de maturidade. Dessa forma, verifica-se que esse cenário perpetua a problemática.
Por conseguinte, deve-se avaliar a posição precária do Brasil no Democracy Index, índice realizado pelo jornal britânico The Economist, que qualifica o funcionamento das democracias mundiais. No censo de 2019, o país foi qualificado como uma democracia imperfeita com baixo funcionamento de Governo. Dessa forma, conclui-se que os representantes políticos agem em prol de seus interesses privados e coíbem os direitos básicos da população na medida em que negligenciam a criação de políticas públicas para combater a pedofilia, por exemplo. Constata-se, assim, um terreno fértil para a permanência do abuso infantil.
É imprescindível, portanto, buscar soluções para esse impasse. Para tanto, compete ao Conselho Tutelar, aliado a profissionais de tecnologia, filtrar conteúdos virtuais ligados à pedofilia. Essa ação deve ser feita por meio da criação de um algoritmo que localize tais postagens, com fito de combater a sexualização precoce na mídia. Outrossim, objetivando confrontar o descaso das autoridades, urge que ativistas políticos realizem mutirões pacíficos através da mobilização popular em vias públicas e em redes sociais. Desse modo, a violência citada por Sartre contra a dignidade das crianças será erradicada do Brasil.