O combate à pedofilia no Brasil
Enviada em 01/10/2020
“Lolita”, livro romântico escrito por Vladmir Nabokov em 1955, retrata um professor universitário que encontrava-se obcecado por uma menina de 12 anos. A partir disso, é notório que a obra descreve a pedofilia, uma vez que, o código penal considera errôneo a relação sexual ou ato libidinoso entre adultos e crianças menores de 14 anos. Nesse viés, devido a visão comunitária de hegemonia masculina, e o poder patriarcal para realizar o ato, a violação ocorre majoritariamente por homens. Dessa forma, a tribulação social na sexualização infanto-juvenil pela mídia e a impunidade dos atos, somados ao déficit no sistema educacional na disseminação de informações, atrapalham o combate a infração.
A priori, conforme a teoria Banalidade do Mal, idealizada por Hannah Arendt, os piores males sociais, são tratados como atos corriqueiros e comuns. Nesse sentido, tal pensamento relaciona-se diretamente com a negligência estatal em punir adultos que apresentam envolvimento sexual com menores de 14 anos. Além disso, com o grande volume de adeptos ao crime nas redes sociais gera, de modo proposital, a disseminação de pornografias infantis e comentários que sexualizam crianças, por maiores de idade. Com isso, tal conteúdo, acaba atingindo um número maior de indivíduos que são coniventes ao ato.
Outrossim, segundo o filósofo grego Pitágoras, as crianças devem ser educadas para que não seja necessário punir os adultos. Assim, esse pensamento está estritamente associado ao déficit educacional, nas instituições, que não disseminam instruções relacionadas a educação sexual e partes do corpo que não podem ser tocadas, uma vez que muitos pais não são adeptos a tal ensino. Entretanto, esses responsáveis legais mesmo não sendo a favor ao alerta contra a pedofilia nas escolas, não disseminam o conhecimento, dentro de casa. Desse modo, segundo o site Agência Brasil, mais de 70% da violência sexual infanto-juvenil ocorre dentro dos lares, e por familiares, evidenciando cada vez mais a importância da escola.
Em suma, a pedofilia é uma tribulação em todo país. Com isso, é dever das mídias sociais – Instagram, Youtube ,Facebook – e o Ministério da Justiça , fiscalizar e punir de maneira mais efetiva seus usuários e pessoas que praticam tal ato, por intermédio de um filtro que impeça comentários e postagens que instiguem o crime, a fim de diminuir a sexualização infanto-juvenil e a impunidade. Bem como, cabe ao Ministério da Educação – criado em 1930 -, junto as Secretarias de Educação, promover o conhecimento do corpo e prevenção dessa infração, por meio de horários de aulas voltados para a aprendizagem, com o objetivo de aumentar as denúncias. Logo, tal tribulação diminuirá.