O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 09/10/2020

A Constituição Federal de 1988 assegura o dever do Estado de resguardar os menores de idade contra qualquer forma de abuso ou violência. No entanto, apenas no ano de 2016 mais de 13000 crianças a adolescentes foram atendidos nos hospitais do Sistema Único de Saúde brasileiro e outras milhares vêm sofrendo por incompetência do Estado e do tabu patológico da sociedade.

De acordo com Pitágoras, se as crianças forem educadas os homens não precisaram ser punidos. Destarte, a negligência do Governo é nítida ao não providenciar educação sexual para a rede de ensino brasileira, visto que este tipo de lição, além de alertar jovens sobre o limite de intimidade com pessoas mais velhas dando-os a oportunidade de se defender contra atos pedófilos repugnantes, ainda pode ser usado para instruí-los sobre o respeito com o corpo do próximo.

No mais, no Brasil segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 70% dos criminosos são próximos da vítima. Sendo assim se torna dificultosa a definição de suspeitos por conta de um tabu social que cega profissionais e pessoas do cotidiano do sofrente.

Portanto, majoritariamente a resolução da problemática se faz por meio da incumbência do Ministério da Educação de aplicar a educação sexual na grade curricular básica obrigatória a fim de disseminar o autocuidado corporal infantil. No mais, no que diz respeito ao sistema judiciário, a pena perpétua deve ser aplicada aos algozes feitores do crime e deve ser assegurado que definitivamente não terão mais contato com o menor violentado. E ainda, profissionais da educação e pais devem ser orientados para o atentamento aos sinais que o menor apresenta ao ser abusado.