O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 30/10/2020

No filme “Fragmentado” a personagem Casey Cooke, quando criança foi abusada sexualmente pelo seu tio, com o passar dos anos, a mesma se tornou uma adolescente antissocial e que não consegue criar relações de afeto com quase ninguém. Realidade vivida por muitas crianças nos dias atuais. Mais de 70% dos casos de violência sexual contra os jovens ocorre dentro de casa. A falta de educação sexual nas escolas, contribui diretamente no aumento de casos de estupros infantojuvenis, que consequentemente, leva as vítimas a desenvolverem problemas psicológicos.

Um dos principais motivos que impedem a educação sexual nas escolas, é que muitas famílias acham que iria ensinar as crianças a fazer sexo. É um tabu a ser quebrado, o aprendizado gerado por essa disciplina ajudaria as pessoas a conhecer o seu corpo, evitar a pedofilia e se informar da prevenção de abusos sexuais.

A internet revolucionou os meios de comunicação e trouxe diversos benefícios à população. Porém, crimes virtuais e a pedofilia também se encontram nesse meio. Existem várias redes sociais que os pedófilos usam para atrair as crianças e adolescentes. Pois, apesar de existir uma idade mínima para criar perfis em determinadas plataformas, há como criar contas mentindo a idade. Além disso, os próprios criminosos se passam por crianças para obter informações pessoais das vítimas.

Portanto, medidas devem ser tomadas para prevenir e reduzir com a pedofilia no Brasil. A realização de palestras nas escolas explicando aos pais e alunos formas de identificar abusos sexuais, além de integrar a educação sexual como disciplina obrigatória, são mecanismos que reduziriam os casos de  pedofilia. Criar  delegacias especializadas em abuso infantil, que  diminuíssem a burocracia, melhorando o atendimento às vítimas, são possíveis soluções que o Ministério da Saúde e da Segurança precisam adotar.